Acusado de assassinato vai a júri na Praça Cívica

16/nov/2010

Jesseir Coelho retoma julgamentos nas faculdades

Jesseir Coelho o mentor do Projeto Júri na Praça

Vani Pereira da Silva, acusado de assassinar a tiros César Pires de Brito, em 1991, por rixas motivadas pelo tráfico de drogas, será julgado nesta quarta-feira (17) às 13h na primeira edição do “Júri na Praça”, presidido pelo juiz da 1° Vara Criminal de Goiânia, Jesseir Coelho de Alcântara.

De acordo com o Ministério Público (MP), no dia 8 de agosto de 1991, por volta de 3h da madrugada, a vítima saiu de uma festa na Vila São Paulo, em Goiânia, acompanhado de Vani, o comparsa do réu, Gildo Batista de Almeida e a amásia deste, Lázara Vanessa Alves, quando em dado momento, em local ermo, o denunciado sacou um revólver que pertencia ao seu companheiro e apontou para a vítima.

César saiu correndo, porém, recebeu três tiros pelas costas, tendo um deles atingindo o pescoço, fazendo-o cair logo em seguida. Vani devolveu a arma a seu comparsa e saíram correndo, deixando a vítima morta. No dia seguinte, comparecerem ao seu velório.

A promotoria afirma que o crime foi premeditado, tendo Gildo recomendado a Vani que fizesse o “serviço” bem feito, caso contrário eles correriam risco de vida, já que possuíam envolvimento com o tráfico de drogas.

Um projeto voltado à sociedade

O “Júri na Praça” está inserido nas atividades do Projeto “Justiça na Praça”, que acontece de quarta a sexta-feira (17 a 19) e tem por objetivo promover ações para aproximar o Poder Judiciário da população, atendendo diretamente o jurisdicionado.

Fazer um júri na Praça Cívica é um projeto inovador do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, que enfatiza a importância deste feito à sociedade. “A sessão do júri popular na Praça Cívica é uma situação inusitada e inovadora porque o júri é do povo. Na praça, a população tem a oportunidade de acompanhar os trabalhos de uma sessão”, ressalta.

Questionado se tal evento poderia ferir os direitos do réu, ou de alguma das partes envolvidas, o juiz esclarece que o acusado não comparecerá ao julgamento, não sendo prejudicado ou ridicularizado. “O réu terá sua defesa assegurada e mesmo ausente não será execrado publicamente” e conclui: “o projeto Justiça na Praça é um trabalho ousado”, enfatiza.

Texto: Maria Amélia Saad