Presos por roubo em saída de banco cumprirão pena de quase 40 anos

03/jul/2012

Acusados por roubo a mão armada e uso de documentação falsa, os réus Ronaldo Alves da Silva, Sinomar Oliveira Alves e Marcelo Souza Pereira foram condenados a penas que, somadas, chegam a 39 anos de prisão. A sentença foi aplicada pelo juiz da 9ª Vara Criminal de Goiânia, Alessandro Pereira Pacheco, após inquérito policial que identificou que os acusados aplicaram o crime quando as vítimas Raimunda Pacheco Magalhães e José Roberto Tibúrcio saíram de uma agência bancária, onde haviam sacado dinheiro.

Segundo denúncia do Ministério Público, no dia 16 de junho de 2011, por volta das 14h45, em uma panificadora do Setor Jardim São Judas Tadeu, o grupo abordou as vítimas, anunciou o assalto e pegou a bolsa de Raimunda, que continha, além de vários objetos, a quantia de R$ 5,3 mil. Raimunda tentou resistir mas cedeu ao perceber que os acusados estavam armados. No estabelecimento estava um policial a paisana que anotou a placa do veículo utilizado pelo grupo durante a fuga.

No dia 20 do mesmo mês, conforme a denúncia,  durante patrulhamento de rotina, policiais militares abordaram os denunciados, no mesmo veículo, no Setor Coimbra. Ao solicitar a documentação, Sinomar, que era o motorista na ocasião, apresentou Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) adulterado. Durante uma busca pessoal, foram encontradas também duas carteiras de identidade e uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pertencentes a outras pessoas, além de um revólver.

Em depoimento, a vítima José Roberto afirmou que, no dia do fato, retirou o dinheiro em uma agência do Banco do Brasil e o assaltante saiu logo atrás dele. Como os acusados não estavam disfarçados na ocasião, José reconheceu os três após serem presos no dia 20.  Também durante depoimento, o réu Ronaldo confessou que falsificou a identidade por ser foragido, mas que o veículo era de sua propriedade. A defesa de Ronaldo e Marcelo requereu absolvição ou que a pena fosse aplicada no mínimo legal e que o regime de cumprimento fosse no semi-aberto, enquanto o defensor de Sinomar requereu absolvição por não existir provas suficientes para condenação.

Ao analisar os argumentos, o juiz acolheu a confissão do delito por parte de Ronaldo e Marcelo e entendeu que Sinomar não deveria ser condenado pelo uso de documentos falsos, pois apenas dirigia o veículo no momento em que foi apreendido. Porém, comprovou-se que Sinomar auxiliou na prática do delito por agir como olheiro na agência bancária, além de conduzir o carro. Ronaldo foi condenado então, a cumprir 13 anos de reclusão por roubo a mão armada e uso de documentos falsos, assim como Marcelo, que foi qualificado também pelo porte de arma ilegal e recebeu pena de 16 anos. Sinomar foi condenado pelo delito de roubo e deverá cumprir 10 anos. Os sentenciados terão, ainda, que devolver às vítimas a quantia roubada com o valor corrigido. (Texto: Carolina Diniz - estagiária do Centro de Comunicação Social do TJGO)