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Notícias do TJGO

Médico acusado de assédio sexual em Goiânia pode ter cometido crimes desde 1994

A juíza Placidina Pires (foto abaixo), da 10ª Vara Criminal da comarca de Goiânia, recebeu, na sexta-feira (9), denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o médico de 58 anos, que atendia na especialidade de ginecologista no Hospital São Lucas, em Goiânia. Ele é acusado pelo crime de estupro (artigo 213 do Código Penal) praticado contra três vítimas e de violação sexual mediante fraude contra outras outras cinco pacientes, segundo artigo 215 do Código Penal. Até o momento, os relatos de abuso recebidos pelo Ministério Público aconteceram entre 1994 e janeiro de 2018. 

Além dos crimes contra a dignidade sexual, o acusado também foi denunciado por cometer falsidade ideológica, pois na Delegacia de Polícia ele relatou ser ginecologista inscrito na Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstrétrica, especialidade que o acusado não possui, conforme atestado pelo Conselho Regional de Medicina.

Ainda de acordo com o relatório do Ministério Público, as supostas práticas de assédio sexual somente foram denunciadas após uma das vítimas do médico ter procurado a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (1ª DEAM) e ter relatado o crime cometido contra ela. Depois da difusão dessa denúncia feita pela imprensa local outras pacientes também se dirigiram a 1ª DEAM relatando abusos de natureza parecida cometidos pelo médico.

O documento do MPGO traz também a informação que várias vítimas compareceram perante à Delegacia Estadual de Atendimento a Mulher, porém esses casos não foram denunciados pelo órgão ministerial em razão de terem se passado mais de seis meses desde a data dos supostos abusos, "de modo que, em relação a esses crimes, operou-se a decadência."

As práticas de assédio do acusado costumavam ter o mesmo padrão. As vítimas relataram que, já deitadas no leito do consultório médico em posição vulnerável e cobertas por uma camisola, o médico introduzia o dedo em suas genitais e cometia os abusos, além de ofender as vítimas verbalmente. (Texto: Amanda França - Estagiária do Centro de Comunicação Social do TJGO)