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Notícias do TJGO

Feminicídio: júri condena homem que asfixiou companheira até a morte em Goiânia

justiçaNestor Camargo foi condenado, nesta sexta-feira (3), a 18 anos de reclusão. Ele foi considerado culpado pelo crime de feminicídio ao matar sua companheira asfixiada, Josefa Andrade Carmo da Silva. A pena deverá ser cumprida em regime fechado na Penitenciária Odenir Guimarães, antigo Cepaigo, em Aparecida de Goiânia. A sessão de julgamento foi realizada no Fórum Criminal, pela 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida de Goiânia, sob a presidência do juiz Jesseir Coelho de Alcântara.

Na sessão do júri popular, o Ministério Público requereu a condenação do acusado. Já a defesa pediu a redução de pena para homicídio privilegiado. Ao votarem sobre o mérito, o Conselho de Sentença rejeitou a tese absolutória do acusado, momento em que reconheceu que o crime cometido por Nestor Camargo foi praticado por motivo fútil, com emprego de asfixia e contra mulher.

Com isso, o Conselho de Sentença reconheceu a existência de três qualificadoras, em razão de o crime ter sido cometido em ambiente doméstico e familiar. Entendeu ainda que a conduta social do réu é preocupante, uma vez que demonstrou ser uma pessoa violenta, dada a prática criminosa dele ao privar sua companheira de ter um convívio de harmônia e paz, em virtude de a vítima ter condições de viver plenamente por longos anos.

Denúncia

Consta dos autos que, na madrugada do dia 7 para o dia 8 de agosto de 2016, no setor Balneário Meia Ponte, Nestor matou asfixiada Josefa Andrade Carmo da Silva, de 52 anos. Segundo a denúncia, a vítima e o acusado viveram em união estável por aproximadamente 11 anos, mas quando aconteceu o crime estavam separados há alguns meses. “Ele sempre demonstrou durante o relacionamento ser uma pessoa violenta, e por mais de uma vez ameaçou e agrediu fisicamente a vítima, conforme consta da certidão de antecedentes criminais dele, motivo pelo qual houve a separação”.

De acordo com os autos, na noite do fato, Nestor estava na casa onde a vítima morava e, em dado momento, por imaginar que ela tinha um namorado, avançou sobre Josefa e começou a apertar seu pescoço com as mãos até matá-la, portanto, sendo fútil a motivação, conforme a peça acusatória.

Ainda, de acordo com os autos, após matá-la, ela tirou uma foto do cadáver usando o seu telefone celular e, no dia seguinte, contou o fato a um estranho e mostrou a foto, o que possibilitou sua prisão após uma denúncia anônima. Ao ser preso, ele levou os policiais ao local e confessou o crime. nº 201602815326 (Texto: Acaray M. Silva - Centro de Comunicação Social do TJGO)