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Notícias do TJGO

Juiz Jesseir Coelho preside júri de mulher que matou companheiro com quem tinha frequentes desentendimentos

1476964197O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, 3ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia vai presidir, nesta quarta-feira (4), o júri popular de Marli de Carvalho Reis. Ela é acusada de matar Leopoldo Cruz de Carvalho em 18 de outubro de 2016, no Setor Jardim Presidente. A sessão de julgamento vai começar às 8h30, e será realizada no Fórum Criminal, localizado no Setor Jardim Goiás.

Conforme denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), a ré residia na companhia da vítima com quem mantinha relacionamento amoroso há cerca de um ano. Segundo os autos, o casal se desentendia constantemente inclusive com agressões mútuas, vez que Marli era adepta ao uso de drogas e a vítima, de bebidas alcoólicas, sendo que a Polícia Militar já havia sido acionada pelos vizinhos por diversas vezes a fim de separar brigas do casal.

jesseircoelho-cae02Ocorre que, com o passar do tempo e a frequência em que ocorriam os desentendimentos, a vizinhança parou de solicitar a intervenção dos militares. No mês de fevereiro de 2015, denunciada e vítima compareceram à Delegacia da Mulher, em razão de ameaças proferidas por Leopoldo contra a mulher, ocasião em que Marli se negou a representar contra o homem, dizendo que não iria se separar de Leopoldo pois pretendia matá-lo, dizendo à autoridade policial: “quero ter o inimigo perto de mim, quero vingança”.

No dia dos fatos, por volta de 1 da manhã, a denunciada e a vítima novamente entraram em confronto, sendo que tal discussão foi ouvida pelos vizinhos. Após cessado o desentendimento, a vítima dirigiu-se ao quarto para dormir, momento em que Marli, previamente munida com uma faca e dominada pelo sentimento de vingança, aproximou-se de Leopoldo, desferiu-lhe uma facada na região clavicular esquerda, impossibilitando qualquer reação de defesa, tendo a vítima caído ao chão.

A denunciada abandonou o local, deixando a vítima agonizando até morrer. Ainda segundo o parquet, somente no dia seguinte ao fato, após sentir forte mau cheiro vindo da casa da vítima, os vizinhos acionaram o Corpo de Bombeiros que, ao entrar na residência, encontrou o corpo de Leopoldo já em estágio avançado de decomposição.

Para o MPGO, a denunciada agiu por motivo torpe, uma vez que cometeu o crime para se vingar da vítima pelos desentendimentos. Além disso, o parquet sustentou que Marli utilizou-se de recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o atacou de surpresa, enquanto ele se preparava para dormir. (Texto: Acaray M. Silva - Centro de Comunicação Social do TJGO)