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Notícias do TJGO

Novos pais de Mariana endossam importância do ato de adotar e desejam inspirar outras famílias

Prestes a completar 18 anos, Mariana vai adquirir a maioridade civil e já poderia morar legalmente com a família Rocha, a exemplo do que já ocorre com a irmã Maiara. No entanto, a decisão de adotar foi firme para o casal, que estava ciente das implicações financeiras e emocionais. “Nossa intenção é dar credibilidade à Mariana, aumentar suas esperanças. Ela nos escolheu. A gente se sentiu honrado. Escutamos declarações de amor dos filhos sempre, mas de uma criança que você conhece e constrói confiança é a coisa mais doce”, declara Lucélia.

Com três filhas jovens, o casal relata que a conversa foi franca em casa sobre a  adoção e a decisão foi conjunta. “Fomos francos: tudo o que era para três vai ser para cinco. Vão estar dispostas? Elas prontamente entenderam, dividem quarto, roupas, sapato. Foram bastante solidárias com a história das irmãs e a acolheram prontamente. Somos acostumados a dividir, não é novidade para a gente”.

Sobre o receio da possibilidade de uma adoção tardia ser mais difícil na adaptação, Lucélia discorda. “Muito se fala sobre o caráter se formar na primeira etapa da vida, mas eu discordo totalmente, com embasamento no que eu já vivi, ao receber 16 jovens em minha casa. Se você dá oportunidade para conhecer generosidade, responsabilidade e outras coisas boas, desperta isso no coração da criança. É o exemplo que você dá. Mariana em uma semana mudou em nossa casa”.

Lucélia, que foi criada pelo pai, após a mãe abandoná-la junto com seus cinco irmãos, conta que entende o sentimento de Mariana. “Não podemos ter ressentimento. Não quero desmerecer a história dela, mas ela é uma pessoa bem-sucedida e forte.

A aceitação do passado e da essência são imprescindíveis para superação de Mariana, e Lucélia pretende apoiá-la bastante, conforme a cabeleireira explica. “É preciso que Mariana aceite quem ela é, o que viveu para que possa virar a página e escrever um novo capítulo. Aceitar seu passado, cor, seu cabelo – começamos pelo cabelo, que era mais fácil”, brinca a cabeleireira, ao dizer que valorizou e transformou o penteado da menina, antes alisado, em cachos naturais. (Texto: Lilian Cury / Fotos: Aline Caetano - Centro de Comunicação Social do TJGO )

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