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Notícias do TJGO

Cidade Ocidental: esforços para acelerar processos de crianças e adolescentes abrigados

O Orfanato Rebecca Jenkins abriga crianças e adolescentes da comarca de Cidade Ocidental e hoje possui apenas quatro menores, apesar de a capacidade ser para 20. O baixo número de abrigados se deve aos esforços da equipe liderada pelo juiz André Nacagami (foto à esquerda), em priorizar os processos e audiências, seja de adoção ou de reaproximação com o núcleo familiar. “O abrigo é uma casa de passagem. Casos com o da Mariana, de permanecer 11 anos sem um lar devem ser excepcionalidade e hoje, isso não deve acontecer mais”, destaca o magistrado.

A história de Mariana chegou ao conhecimento de Nacagami assim que ele assumiu a comarca, em 2016. No início do mesmo ano, durante o recesso escolar, a jovem sofreu um grave acidente de carro na GO-139, com a família que pretendia adotá-la, quando retornavam após passar as festas de fim de ano em Caldas Novas. Mariana (foto abaixo) foi a única sobrevivente da colisão que vitimou a promotora de Justiça Marivânia Palmeira de Oliveira Feres, o marido, o advogado Jofre Feres Neto, de 50, e a filha do casal, Isabela, de 8 anos.

Disposto a solucionar o caso da garota, o juiz designou audiência com os pais biológicos de Mariana. Contudo, Mariana sofreu – desta vez com não com o luto, mas com a rejeição dos pais biológicos, que perderam o vínculo afetivo, após 15 anos sem conviver com a filha. Segundo a coordenadora do abrigo, Lauana Almeida, “Mariana chegou a ter uma visão negativa de fórum, por causa das audiências frustradas”.

André Nacagami prometeu a si mesmo resolver a questão da menina. Preocupado, o juiz articulava com prefeitura e organizações sociais formas para amparar Mariana, que estava prestes a completar 18 anos, com o oferecimento de alguma vaga de trabalho, até que a adolescente e a família de Lucélia e Laurentino se encontraram. No dia da audiência adoção, que teve deferido, inclusive, pedido da jovem para mudança de sobrenome, Mariana mudou seu conceito a respeito da Casa da Justiça. “Foi a audiência mais top do mundo”. (Texto: Lilian Cury / Fotos: Aline Caetano - Centro de Comunicação Social do TJGO )

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