O olhar sereno, o sorriso acolhedor, a simplicidade e a disposição para o diálogo sempre franco e aberto revelam o perfil de gestor nato e a visão inovadora sobre temáticas de natureza diversas inerentes do novo corregedor-geral da Justiça do Estado de Goiás, desembargador Nicomedes Domingos Borges, que ocupa a vaga destinada ao quinto constitucional pela Ordem dos Advogados do Brasil (Seção-Goiás) desde abril de 2013. Com ampla experiência tanto na iniciativa privada quando no setor público, que vai desde a presidência da Empresa de Transporte Urbano do Estado de Goiás (Transurb) a vice-presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, a judicatura se descortinou como uma missão de vida. 

 Eleito com votação expressiva pelo Pleno do TJGO (36 votos), em sessão plenária extraordinária eletrônica (em razão da pandemia da Covid-19) dirigida pelo presidente Walter Carlos Lemes, com a presença dos 41 desembargadores em setembro do ano passado, para assumir a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás, Nicomedes Borges, que nunca deixou de receber qualquer pessoa em seu gabinete, da mais humilde a mais alta autoridade, mostra que veio para fazer a diferença tendo como premissa uma gestão forte, atuante, proativa e humanizada com espírito orientativo e colaborativo, bem como a valorização do trabalho em equipe.

A qualificação contínua da Justiça no âmbito do primeiro grau de jurisdição, enaltecendo atributos como celeridade, eficiência e efetividade, a implementação de inovações referentes ao cenário nacional e a continuidade de importantes projetos e programas de grande relevância social como os Encontros Regionais (realizados com grande sucesso no formato on-line durante o cenário pandêmico), o Pai Presente e o Pilares serão vigas mestras do trabalho a ser desenvolvido nesta nova, diferenciada e moderna gestão CGJGO. Na breve entrevista a seguir, o novo corregedor-geral da Justiça fala um pouco sobre todas essas questões.

1 - Sabemos que o senhor atuou muito tempo na iniciativa privada e que possui uma visão diferenciada sobre gestão. Então, inicialmente, gostaria que o senhor fizesse uma breve retrospectiva do seu perfil, da sua trajetória (contando um pouco da sua experiência, a opção pela área jurídica), tanto no âmbito privado quanto no Tribunal de Justiça, e como o senhor aplicaria na Corregedoria essas importantes ferramentas de trabalho adquiridas com essas experiências?

Trabalhei inicialmente com a iniciativa privada, em cargos estratégicos como na Transurb e na Saneago, e aprendi importantes técnicas de gestão. Mais tarde, me inseri no setor público e, com paixão, na magistratura, cargo que exerço desde 2013 quando passei a ocupar a vaga do quinto constitucional. Tenho um perfil aberto e gosto do diálogo, da colaboração, do olho no olho. Acredito que um bom gestor sabe valorizar o trabalho conjunto, suas equipes, explorando seus potenciais. A Corregedoria-Geral da Justiça realmente é um grande desafio que pretendo transpor com um trabalho de alta qualidade, eficiência, inovação, produtividade e humanização.

2 - Alguns projetos foram desenvolvidos com grande sucesso pela gestão anterior durante a pandemia da Covid-19 como os Encontros Regionais On-Line, aproximando a sociedade do Poder Judiciário, mesmo com a imposição do isolamento social. O senhor pretende dar continuidade aos projetos já existentes na Corregedoria?

Com certeza. O trabalho desenvolvido pelo desembargador Kisleu Dias Maciel Filho é notoriamente reconhecido por todas as áreas do Tribunal de Justiça e por todos os atores da Justiça. Daremos sequência e ampliaremos esses projetos de tanto sucesso em prol de toda a sociedade. Os Encontros Regionais On-line foram idealizados e executados com perfeição de maneira inovadora aproximando a Justiça da sociedade em um período complexo e delicado para o mundo inteiro com o advento do novo coronavírus. Esse debate aberto, despido de formalidades, onde todos tem liberdade para expressar suas opiniões, sugestões e críticas, ouvindo e interagindo num ambiente participativo, é inspirador, estimulante.

3 - O Judiciário brasileiro está vivendo um processo de mudança de mentalidade e a Corregedoria também vive novos tempos, pois hoje tem um caráter muito mais orientativo, de colaboração e apoio, do que punitivo. As ações de aprimoramento e modernização dos serviços judiciais, com o uso dos recursos tecnológicos, tem norteado novos comportamentos. Portanto, a Justiça como um todo, especialmente o primeiro grau de jurisdição, se assume eminentemente mais democrática, aberta, ética, estratégica no planejamento e execução das suas atividades em prol dos jurisdicionados. Qual a sua visão nesse sentido e quais são as diretrizes para a sua gestão na Corregedoria?

Vivemos novos tempos com a evolução do Judiciário, de maior abertura, de percepção mais aguçada, de uso de recursos tecnológicos visando ações de aprimoramento e modernização dos serviços judiciais, a exemplo da pandemia do novo coronavírus, cujos índices de produtividade foram elevados pelo empenho de servidores e magistrados. Essa mudança de cultura, de comportamento, de mentalidade, é um caminho sem volta. Contudo, a meu ver, é positiva e contribui para o crescimento da Justiça como um todo. Como diretrizes sempre atribuiremos como ferramentas o diálogo, a orientação e a presteza no atendimento a qualquer cidadão dando ênfase ao primeiro grau. Queremos despertar nos magistrados, servidores e jurisdicionados, tanto no âmbito judicial quanto no Extrajudicial, um sentimento de acolhida quanto à função institucional da Corregedoria, melhorando a comunicação com comunidade em geral.

4 - O diálogo franco e a transparência também são aspectos considerados fundamentais para uma boa gestão. A Corregedoria tem buscado estabelecer relacionamento mais próximo com os atores da Justiça, objetivando conhecer com maiores detalhes o trabalho realizado por servidores, magistrados e cartorários, bem como as principais dificuldades enfrentadas no desempenho de suas atividades funcionais. Podemos afirmar que essa também será uma marca da sua administração neste órgão censor?

Sem dúvida alguma essa será uma marca da minha gestão. Vamos estreitar os laços com todos aqueles que trabalham e necessitam da Justiça sempre com muito respeito, diálogo, ética e transparência, até porque somente desta forma é possível construir bases sólidas e passar pelas adversidades com equilíbrio e harmonia.

5 - A Corregedoria possui hoje projetos de grande relevância social como o Pilares e o Pai Presente cumprindo também sua missão de agente transformador da realidade na construção de uma sociedade mais pacífica e igualitária. Qual a sua percepção acerca dessa temática?

Realmente temos o Programa Pai Presente e o Projeto Pilares, ambos de grande visibilidade social, o primeiro incentivando o reconhecimento espontâneo da paternidade e realizando gratuitamente testes de DNA (temos a previsão de 1.500 exames para 2021 e outros 1.500 para 2022), o outro buscando a reflexão sobre a cultura de paz nas escolas. Temos como objetivo aumentar o alcance de cada um com o objetivo de fortalecer essa estrutura em todos os segmentos da sociedade goiana. Lutaremos sempre pelo desenvolvimento da cidadania e pela paz social, afinal o Judiciário, e a Corregedoria está inserida nesse contexto, também possui essa missão precípua.

(Texto e edição: Myrelle Motta - Diretora de Comunicação Social da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás/ Foto: Wagner Soares - Centro de Comunicação Social do TJGO/Edição de imagem: Hellen Bueno - Diretoria de Planejamento e Programas da CGJGO)

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