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A Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás e Coordenadoria da Infância e Juventude da comarca de Goiânia, promoveu nesta quarta-feira (24) a Caminhada Adoção Legal sem Preconceito. O evento, realizado no Parque Flamboyant, teve por objetivo incentivar e estimular a adoção de crianças e adolescentes.  A iniciativa integra a programação do TJGO para as comemorações do Dia Nacional da Adoção, comemorado nesta quinta-feira (25).

 

 

A caminhada aconteceu no início da manhã e teve a presença de magistrados, servidores do Poder Judiciário e comunidade. Mãe do pequeno Vitor, de 4 anos, a psicóloga Mara Rúbia Orsini (foto à direita), ressalta a importância da adoção e do desejo de amor ao próximo. “O processo de adoção para mim foi um processo muito pessoal, de realização existencial. Não fiz por caridade até porque não foi esse o meu propósito. A verdadeira adoção ocorre quando você quer ser mãe, quer doar o seu amor e você quer realizar esse desejo. Eu sempre digo que eu não dei à luz, o meu filho trouxe a luz pra mim”, pontua. 

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Para a psicóloga, adotar é um dos caminhos para se tornar mãe e que a decisão de se tornar um pretendente para adoção deve ser tomada com muita certeza. “O mais importante é que a pessoa esteja aberta a esse processo de ser mãe. Eu entrei como pretendente quando vi que eu queria muito engravidar e não conseguia. Na época, eu percebi também que eu queria realmente era ser mãe e não engravidar. Engravidar é um caminho. Adotar não é um ato de caridade, é um ato verdadeiro de amor. A atitude de adotar deve ser tomada quando o seu coração estiver pronto para isso”, conclui.

De acordo com dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), há hoje 39.669 pretendentes e 7.612 crianças aptas para a adoção no país. Em Goiás, são 150 crianças e 1.256 pretendentes. A titular do Juizado da Infância e da Juventude da comarca de Goiânia, juíza Mônica Neves Soares Gioia, pontua que o perfil dos pretendentes gera dificuldade na adoção. “Na maioria, o perfil não é abrangente. Nós queremos facilitar e incentivar a adoção, principalmente das crianças invisíveis que estão no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), que são crianças e adolescente que não preenchem os requisitos dos pretendentes, mas têm o direito de ser adotadas. As crianças invisíveis são aquelas que possuem problemas psiquiátricos, de saúde e que possuem idade superior a 12 anos”.

Site4Para a magistrada, a entrega de uma criança para uma família deve ser feita com muita cautela para resguardar o futuro do adotado. “Às vezes, as pessoas falam que o processo de adoção é burocrático. Eu não acho que seja. Eu diria que, pela parte do Juizado da Infância e Juventude, precisa-se ter segurança nessa adoção porque é algo muito sério, pois o Juizado vai entregar uma criança ou um adolescente. Temos que ter a segurança que essa criança ou adolescente estará em um lar onde ela será amada, aceita e acolhida”.

Desmistificar

O projeto Adoção Legal sem Preconceito é realizado pela Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás e Coordenadoria da Infância e Juventude da comarca de Goiânia, e visa desmitificar o procedimento da adoção, romper preconceitos e demonstrar que crianças e adolescentes que estão em situação de acolhimento institucional precisam de oportunidade de convivência familiar. Os interessados em se tornar adotantes precisam se apresentar no Juizado da Infância e Juventude da comarca em que residem. Mais informações pelo telefone: (62) 3236-2700. (Texto e fotos: Jéssica Fernandes – Assessora de Imprensa da Diretoria do Foro da Comarca de Goiânia)

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