Flávio Antônio de Oliveira foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado. Ele foi condenado por ter matado a ex-mulher por não querer se relacionar mais com ele. A sessão, presidida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, durou cerca de 7 horas. O corpo de jurados foi composto por quatro homens e três mulheres. O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. 

Ainda, no júri popular, o corpo de sentença considerou o réu culpado, uma vez que surpreendeu a vítima ao adentrar na residência, sem que ela percebesse, golpeando-a enquanto falava ao telefone com uma amiga. Flávio foi preso em julho de 2019, na cidade de Goianinha, no Rio Grande do Norte, e removido para Goiânia. Ele encontrava-se foragido da Justiça goiana e usava nome falso para não ser preso.

O caso
Flávio e Ariane Irene Lemes Vieira tinham um relacionamento amoroso durante cinco anos, porém, devido à agressividade do réu, era uma relação conturbada. Há, nos autos, notícias de registro de ocorrências na Delegacia da Mulher em desfavor de Flávio, por lesões corporais contra a vítima.

Ariane, cansada dos maus tratos do namorado, resolveu colocar um ponto final na relação, rompendo com o mesmo. Inconformado com o término do namoro e percebendo o firme propósito dela de não mais aceitá-lo, ele passou a perseguí-la. No dia do crime, por volta das 19 horas, ele foi à casa de Ariane, após ter conhecimento que ela estava chegando de viagem. Armou-se de uma faca da cozinha e se dirigiu ao quarto dela, no momento em que ela, distraidamente, falava ao telefone com uma amiga, quando, de inopino, Flávio passou a desferir-lhe golpes, deixando-a gravemente ferida.

A vítima foi socorrida por familiares, que a levaram ao hospital que chegou a ser submetida a uma intervenção cirúrgica, mas não resistiu e morreu. (Texto: Arianne Lopes / Foto: Agnes Geovanna – Centro de Comunicação Social do TJGO)

 

 
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