Suellen Coimbra do Carmo vai ser julgada por júri popular pelo homicídio qualificado de Naiara Silva Costa, que estava grávida de oito meses. Após o assassinato, a ré teria aberto a barriga da vítima para tirar o bebê, que nasceu sem vida. Ela está presa preventivamente e deve aguardar o julgamento em reclusão. A decisão de pronúncia é da juíza da 2ª Vara de Nerópolis, Laura Ribeiro de Oliveira.

Na decisão, a magistrada destacou que a materialidade delitiva “encontra-se cabalmente comprovada por meio do auto de prisão em flagrante (…) e os indícios de autoria são fortíssimos, já que a própria acusada, em sede de interrogatório extrajudicial e judicial, afirmou que após a morte de Naiara, abriu a barriga dela para retirar o feto”. A juíza ainda destacou que o laudo o exame de insanidade mental concluiu que a denunciada mantinha, ao tempo do fato, adequada capacidade de entendimento e autodeterminação, podendo responder por seus atos.

Consta dos autos que a Suellen e Naiara se conheceram nas redes sociais. A acusada teria se aproximado da vítima com a falsa promessa de ajudá-la a montar o enxoval da criança. No dia do crime – 27 de junho de 2017 – a jovem teria, inclusive, indo à casa da ré para buscar os supostos presentes.

A denúncia narra que a acusada deu uma dose de calmante para a vítima e, aproveitando-se da vulnerabilidade, pegou uma corda, envolveu o pescoço da ofendida e a estrangulou até a morte. Logo após, Suellen provocou o aborto sem consentimento da gestante. A mulher pegou um bisturi cirúrgico, abriu a barriga da vítima e tirou o feto e, ao perceber que o bebê não tinha vida, enrolou a criança em um pano e a deixou dentro de uma bacia. Segundo o laudo de exame cadavérico, houve a morte súbita do feto, secundária à morte materna.

O crime foi descoberto quando Suellen tentou ocultar os cadáveres. A acusada contratou ajuda para abertura de um buraco no seu próprio quintal, sob o pretexto de começar uma horta para cultivo de cebolas. Contudo, o homem que fez o trabalho desconfiou e comunicou o fato à Polícia Civil, que chegando ao local, efetuou a prisão em flagrante da ré. Veja decisão. (Texto: Lilian Cury - Centro de Comunicação Social do TJGO)

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