Nos próximos 15 dias, quase 600 pessoas serão atendidas pela Junta Médica do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) em um mutirão para perícia judicial relacionada à interdição civil. Com a iniciativa, a expectativa é que o TJGO possa zerar o número de perícias desse tipo agendadas até o momento, muitas delas marcadas somente para 2020. Esse é o segundo mutirão realizado pela gestão do presidente Walter Carlos Lemes e a ação tem o intuito de resolver a demanda represada nos últimos anos e reduzir o tempo entre o agendamento e o exame feito pelos médicos.

No período de 12 a 23 de agosto, nove médicos serão responsáveis pelas avaliações periciais de interdição civil, onde os profissionais consideram a capacidade da pessoa em gerir a si mesma e a seus bens, ou seja, o indivíduo sofre algum tipo de alienação mental e precisa de um curador.

De acordo com a diretora da Junta Médica do TJGO, a médica Michelle Vasconcelos da Silva Pradol, as perícias de interdição civil devem ocorrer apenas em mutirões, programados para serem realizados pelo menos duas vezes ao ano. “Com isso, teremos mais vagas disponíveis para os peritos atenderem processos de outra natureza e grande procura, como perícias previdenciárias e criminais para exame de sanidade mental”, prevê a médica.

Próximo mutirão
A diretora da Junta esclarece que, apesar dos mutirões, o agendamento das demais perícias ocorre normalmente. O primeiro mutirão aconteceu em maio e foi exclusivo para perícias de Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre). O terceiro do ano está agendado para o período de 16 a 27 de setembro e será destinado às perícias judiciais previdenciárias do INSS. Na ocasião, a Junta Médica do TJGO deverá realizar 1.500 perícias já agendadas. (Texto: Daniela Becker / Fotos: Wagner Soares - Centro de Comunicação Social do TJGO).

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