O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Carlos França, liderou, nesta sexta-feira (16), uma reunião com o grupo de trabalho que está à frente da implementação do programa de Linguagem Simples no TJGO. O objetivo do encontro foi avaliar e definir estratégias para avançar ainda mais na efetivação do programa, que segue a orientação do Pacto Nacional pela Linguagem Simples, lançado pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso. Durante o encontro, também ficou definido que o programa do Judiciário goiano se chamará "Simples e Fácil", um nome com abordagem objetiva, direta e compreensível a todos.

O chefe do Poder Judiciário orientou novas ações para a equipe que está à frente da implementação do programa e reafirmou o compromisso do TJGO com o Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, do CNJ. “A Linguagem Simples é uma política do Poder Judiciário e nós precisamos avançar, porque temos o compromisso com a sociedade. Com a simplificação da linguagem, especialmente nos documentos e decisões que são emitidos pelo Poder Judiciário, facilitamos a compreensão dos processos judiciais e fortalecemos a transparência e a confiança da sociedade na Justiça”, observou.

A coordenadora do programa de Linguagem Simples do TJGO, Lídia de Assis e Souza, juíza auxiliar da Presidência, pontuou os projetos que estão sendo desenvolvidos para a efetivação do programa, entre eles o convênio com a Universidade Federal de Goiás (UFG), com o propósito de desenvolver uma Inteligência Artificial para ser aplicada nos atos a serem produzidos pelo Poder Judiciário goiano.

A magistrada também citou o curso de capacitação de Linguagem Simples, realizado entre os dias 5 e 7 de fevereiro, no Inovajus, destinado a servidores e magistrados do Poder Judiciário estadual. “Estamos empenhados na propagação da ideia da linguagem simples e as capacitações serão importantes para formarmos multiplicadores. Com a adoção de uma linguagem simples, o cidadão compreenderá melhor os serviços que são oferecidos pelo Poder Judiciário, que ainda é muito formal”, ressalta a magistrada.

A coordenadora adjunta do Programa, juíza Nunziata Valenza Paiva (foto acima), que participou virtualmente, reforçou a necessidade de se criar uma cultura de Linguagem Simples nos tribunais de justiça. “Criar essa cultura requer um esforço de multiplicação e estamos no caminho certo. O primeiro curso que participamos foi excelente e tivemos a percepção muito concreta do que é a linguagem simples, como estamos atuando e o que é possível fazer para melhorar. São mudanças muito simples na hora de escrever que fazem muita diferença, especialmente para o usuário”, destacou.

Também estiveram presentes na reunião o diretor de Estatística e Ciências de Dados, Antônio Pires; o diretor de Planejamento e Inovação, Diego Cesar Santos; o diretor do Centro de Comunicação Social, Luciano Augusto, e a coordenadora de Inteligência e Inovação do TJGO, Jaqueline Martins e Silva, que pontuaram as iniciativas que estão sendo adotadas em suas respectivas áreas para a implementação do programa.  (Texto: Karinthia Wanderley/ Fotos: Gusthavo Crispim- Centro de Comunicação Social do TJGO)

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