
O segundo dia da programação da Semana de Inovação 2025 começou com laboratório para magistrados e servidores na sala multiuso da Escola Judicial (Ejug). O Juiz Rodrigo Farias (TJMG) ministrou palestra com dicas práticas sobre o tema: “GenAI Bootcamp: Como utilizar IA generativa para automatizar tarefas no Judiciário com segurança e eficiência”.
O Magistrado começou por observar que a Inteligência Artificial sempre existiu, mas a generativa, que traz a capacidade de produzir conteúdo, é algo mais novo, da última década. “A inteligência artificial generativa é capaz de criar novos conteúdos com base em informações que ela aprendeu previamente. Sua principal característica é a geração de dados sequencialmente coerentes, um elemento por vez, a partir de uma entrada inicial, o prompt, que prevê estatística e probabilisticamente o próximo dado”, explicou.

O Juiz orientou os magistrados e servidores quanto às informações que devem ser fornecidas à IA generativa na busca por auxílio na execução de suas tarefas diárias. “A IA generativa tem um limite de caracteres que pode interpretar simultaneamente, o que significa que não consegue lidar eficientemente com textos muito longos. Quando tentamos inserir grandes quantidades de texto, a qualidade diminui e o tempo de resposta aumenta. A recomendação é trabalhar com tarefas mais específicas e com blocos menores de informações, para que a lA generativa possa fornecer respostas mais precisas e eficientes”, disse.
O palestrante também abordou a Resolução CNJ n° 615/2025, que trata do Uso de lA no Judiciário, e traz no artigo 19 que “As inteligências artificiais generativas disponíveis na internet poderão ser utilizadas pelos magistrados e servidores em suas atividades como Ferramentas de auxílio à gestão e apoio à decisão, observados os padrões de segurança da informação e normas desta Resolução”. Pontuou que o mesmo artigo veda o uso de lA generativa privada, a partir de documentos ou dados sigilosos ou protegidos por segredo de justiça, salvo quando anonimizados ou quando adotados mecanismos que garantam a proteção e segurança desses dados. Os participantes puderam tirar dúvidas e testar modelos de IAs em computadores, durante a oficina, que se estendeu por todo o período da manhã desta quarta-feira (28). (Texto: Loren Milhomem/ Fotos: Edmundo Marques- Centro de Comunicação Social do TJGO)