Somente na manhã de sexta-feira (13) o Mutirão de Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) conseguiu atingir o índice de 66,67% dos acordos que estavam na pauta de audiências. O evento é promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) e será encerrado na quinta-feira (19). Constam da pauta até o fim da semana 570 processos, dos quais 516 são sem perícia, 49 sem perícia, 10 com menores, 3 com óbito e 2 para homologar. 

 

Um dos casos que resultaram em acordo na tarde de sexta-feira foi o do vigilante Edvaldo Rodrigues Garcia que, em 16 de abril de 2012, sofreu um acidente automobilístico que lhe causou lesões graves como a fratura da coluna vertebral, da face e dos dedos das mãos. O acordo bem-sucedido feito com a seguradora resultou no valor de R$ 8.009,49, ou seja, daqui a aproximadamente três meses ele receberá essa quantia pelos danos causados em razão do acidente. “Fiquei muito tempo sem conseguir me mexer, trabalhar e falar. A conciliação é um alívio, pois agora tenho a garantia de que realmente vou receber. Quando o processo fica na Justiça, a gente nunca sabe. Vou poder refazer um pouco da minha vida e ajudar meu filho que só tem 4 anos”, comemorou.

O juiz Paulo César Alves das Neves, coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, ressalta que os resultados da conciliação são sempre positivos e afirma que todas as partes saem ganhando. “A solução célere dos conflitos por meio de acordos, do diálogo aberto, da conciliação é um clamor de toda a sociedade. O Tribunal goiano sempre esteve em posição de destaque no cenário nacional quando se trata da conciliação. Os resultados são realmente impressionantes”, enalteceu. As audiências de conciliação ocorrem na sala 168 (térreo do fórum), das 9 às 18 horas, com cinco bancas montadas para atendimento ao público. Na noite de quarta-feira (11), o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) conquistou o primeiro lugar no prêmio Conciliar é Legal, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante cerimônia na sede do órgão, em Brasília (DF). (Texto: Myrelle Motta - Centro de Comunicação Social do TJGO)