O estímulo ao debate, a reflexão, a importância dos juizados especiais e as consequências do cenário pandêmico deram a tônica dos dois painéis apresentados na manhã desta quinta-feira (22), primeiro dia de atividades do Webinário Fonaje - Goiânia 2020. Com a mediação do desembargador Gerson Santana Cintra, coordenador-geral do Sistema de Juizados Especiais no Estado de Goiás, o primeiro painel do dia teve como tema a Relevância dos Sistemas de Juizados Especiais em Tempos de Pandemia, e foi apresentado pelo ministro Antônio Saldanha Palheiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Precursor da mediação e da conciliação, essencial instrumento pacificista dos conflitos pelo procedimento sumaríssimo, oral, simples, econômico e célere, o sistema dos Juizados Especiais abriu as portas para a inclusão social no País e, diante do cenário pandêmico, promoveu uma revolução no que se refere ao pleno acesso do cidadão à Justiça. Essa foi a mensagem transmitida na manhã desta quinta-feira (22) pelo ministro Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça STJ), na abertura do Webinário Fonaje - Goiânia 2020, promovido pela Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás e Escola Judicial de Goiás. 

A participação de mais de 3 mil pessoas e quase 2 mil capacitandos nas cinco edições on-line do Encontro Regional, modelo adotado pela Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás devido à pandemia da Covid-19 para a realização do evento, foi um dos aspectos enfatizados nesta sexta-feira (2) pelo corregedor-geral da Justiça do Estado de Goiás, desembargador Kisleu Dias Maciel Filho, no encerramento desta edição que abrangeu a 2ª Região Judiciária, cuja Comarca Polo é Aparecida de Goiânia.

Uma das cerimônias que mais carrega rituais, sem dúvida, é o casamento civil. O planejamento começa desde a lista de convidados até a decoração, passa pela escolha do vestuário dos noivos, o local de realização, e termina com grandes festas, troca de presentes e abraços calorosos de familiares e amigos. Contudo, com as restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus e orientação das autoridades sanitárias para evitar aglomerações e manter o isolamento social, esse formato tradicional deu lugar a um procedimento por videoconferência. Em observância ao Provimento nº 41/2020, da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás, que, em setembro deste ano, autorizou a realização de casamentos civis por meio de videoconferência enquanto perdurar o estado de emergência em saúde pública declarado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o primeiro caso do Estado de Goiás ocorreu na última sexta-feira (2/10), em Goiânia, e a realização do casamento ficou a cargo do Cartório Antônio do Prado, um dos mais antigos e informatizados da capital. Na videoconferência, o processo foi rápido, durando cerca de cinco minutos. 

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