Roupas, calçados, eletrodomésticos, computadores e vários outros produtos estocados no depósito judiciário, em Goiânia, apreendidos por ordem judicial e atrelados a processos criminais, a partir de agora, podem ser úteis a causas sociais. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (30), pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Walter Carlos Lemes, que ofereceu o acervo dos bens provenientes de ações com trânsito em julgado à Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).

“São produtos que não podem ser vendidos ou alienados, pois muitos são falsificados, e ficariam perecendo no depósito. Com a medida, podemos beneficiar os menos favorecidos e dar uma destinação útil”, destacou o magistrado.

Durante visita ao depósito, a presidente da OVG e primeira-dama do Estado, Gracinha Caiado, elogiou a iniciativa. “Estou muito feliz com a parceria firmada com o Poder Judiciário, que poderá ajudar muitas pessoas carentes. É um grande presente às pessoas carentes atendidas”.

O próximo passo é avaliar o que poderá ser aproveitado dentro do acervo e obter a liberação do respectivo juízo ao qual o processo está vinculado. A OVG trabalha com mais de 400 entidades sociais e cadastrou 750 mil famílias em situação de carência para receberem suporte. Na visita desta quinta-feira, feita por equipes do Judiciário e Executivo, verificou-se a existência de roupas e calçados para adultos e crianças, óculos, materiais escolares, tênis, fogão, equipamento de som, e vários outros produtos. (Texto: Lilian Cury / Fotos: Wagner Soares - Centro de Comunicação Social do TJGO)

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