
Em cerimônia prestigiada, realizada na noite da última terça-feira (10), os corregedores desembargadores Marcus da Costa Ferreira (Geral da Justiça) e Anderson Máximo de Holanda (Foro Extrajudicial) tomaram posse como vice-presidente do Colégio de Corregedoras e Corregedores da Justiça do Brasil (CCOGE) e presidente do Fórum Fundiário Nacional (FFN) das Corregedorias Gerais de Justiça, respectivamente, para o exercício de 2026. É a primeira vez que representantes do Judiciário goiano assumem cargos nos dois órgãos, que têm representatividade nacional.
A solenidade ocorreu no Plenário Ministro Waldemar Zveiter, no Tribunal da Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), e teve participação maciça de magistradas e magistrados de todo o País e autoridades dos Três Poderes.
Também foram empossados como presidente do CCOGE, para o mesmo período, o corregedor-geral da Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Cláudio Brandão; e como vice-presidente, a corregedora-geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), desembargadora Maria Elvina Gemaque Taveira.
A integridade da magistratura baseada nos valores constitucionais e o reforço na confiança da sociedade no sistema de Justiça deram o tom da cerimônia de posse.

“A prioridade da minha gestão, agora, é aumentar cada vez mais a coordenação e a cooperação das diversas corregedorias, fazendo com que esse trabalho conjunto consiga contribuir para a boa prestação jurisdicional e para que a Justiça chegue a um número cada vez maior de brasileiros”, afirmou o corregedor-geral da Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, que tomou posse como presidente do Colégio.
Para o corregedor Marcus da Costa, o fato inédito de um desembargador goiano passar a integrar a cúpula diretiva do CCOGE representa enorme responsabilidade perante a sociedade. Segundo ressaltou, essa missão de notória relevância social culminou na realização, em Goiás, do próximo Encontro Nacional de Corregedoras e Corregedores-Gerais da Justiça do Brasil (Encoge), que será sediado, em Goiânia, no mês de maio.

“O CCOGE é um órgão fundamental de comunicação dos tribunais de segundo grau estaduais, que visa aprimorar a entrega da prestação jurisdicional. Estamos preparados para ampliar horizontes. Vamos trabalhar para fortalecer o papel estratégico das corregedorias na busca de um judiciário acessível, eficiente e próximo das reais demandas da sociedade”, enfatizou.

Com elevado “senso de responsabilidade institucional e absoluto compromisso com o trabalho de âmbito nacional”, Anderson Máximo, primeiro representante do Centro-Oeste a presidir o FFN, afirmou estar ciente de que a “atuação correicional moderna exige presença de diálogo, firmeza técnica e capacidade de articulação”. Também assegurou que sua gestão à frente do Fórum caminhará de forma “integrada e permanente com o CCOGE”.


Os corregedores Marcus da Costa e Anderson Máximo foram eleitos para integrar a nova cúpula do CCOGE e do FFN durante o 96º Encoge, em novembro do ano passado.


Nova Comissão do Colégio
A Comissão Executiva do CCOGE para 2026 é formada pelos desembargadores Marcus da Costa, corregedor-geral da Justiça de Goiás, que assumiu a 1ª vice-presidência; Ana Lúcia Lourenço, corregedora da Justiça do Foro Extrajudicial do Tribunal de Justiça do Paraná, a 2ª vice-presidente; Raimundo Nonato da Costa Maia, corregedor-geral da Justiça do Acre, eleito para o cargo de 1º tesoureiro; João Guilherme Lages Mendes, corregedor-geral da Justiça do Amapá, de 2º tesoureiro; Celyrio Adamastor Tenório Accioly, corregedor-geral da Justiça de Alagoas, 1º secretário; e Pedro Nelson de Miranda Coutinho, corregedor-geral da Justiça do Tocantins, eleito para o cargo de 2º secretário.
Missão
O CCOGE tem como missão promover o aperfeiçoamento e a melhoria da prestação dos serviços (judicial e extrajudicial) no âmbito do 1º grau de jurisdição dos estados e do Distrito Federal, por meio da fixação de diretrizes, uniformização de métodos e critérios administrativos, respeitada a autonomia e as peculiaridades regionais; o incentivo e o intercâmbio de boas práticas adotadas pelas corregedorias gerais, visando a celeridade processual e aproximação da Justiça com a população; o estudo e o aprofundamento dos temas e das questões relacionadas à atividade correicional; o debate de problemas e proposição de soluções à Corregedoria Nacional de Justiça; bem como a defesa da autonomia administrativa e financeira das corregedorias gerais.
Já o FFN reúne corregedoras, corregedores, magistradas, magistrados, servidoras e servidores que atuam nos núcleos de regularização fundiária das corregedorias para fortalecer a governança fundiária e ambiental no Brasil, promover o diálogo e aprimorar as ações em todo o País. Galeria de fotos (Texto: Myrelle Motta/Divisão de Comunicação Social das Corregedorias/Fotos: equipe de comunicação da CGJRJ)