O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida da Comarca de Goiânia, presidirá o júri popular de Gleidson da Costa Santos, que, acompanhado de Carlos Eduardo tentou matar Wilson Vinícius Freitas Neres, com disparos de arma de fogo em 2 de junho de 2015. Carlos Eduardo, que também iria ao júri, está foragido da Justiça. A sessão terá início às 8h30 desta quarta-feira (3), na Faculdade Sul-Americana (FASAM), situada na BR-153, km 502, no Jardim da Luz, em Goiânia.
O crime aconteceu por volta das 21 horas, quando Wilson estava em frente a casa onde morava, situada na rua 7 de setembro, usando droga na companhia de amigos, quando Gleidson e Carlos Eduardo chegaram ao local, em uma motocicleta, momento em que o Réu sacou uma arma e surpreendeu a vítima, efetuando vários tiros na sua direção com o propósito de matá-lo, quando Wilson saiu correndo e buscou abrigo em uma mercearia, na rua Santa Luzia.
Em sequência, Gleidson perseguiu Wilson atirando em sua direção, até o momento que ele entrou na mercearia, nesse instante atingindo outras vítimas, Sebastião Vieira da Silva e Adão Abishai dos Santos. As três vítimas e as demais pessoas presentes entraram e fecharam a porta para se protegerem, e ainda assim o Réu continuou atirando. Wilson teve ferimento no braço esquerdo, na coxa e perna direita, com fratura exposta de úmero esquerdo. Já Sebastião foi lesionado no abdome e braço direito, apresentando lesão de delgado e fratura exposta no cotovelo direito. E Adão foi atingindo com um projétil no joelho direito.
Ainda consta do inquérito que, no final do ano de 2015, Gleidson foi baleado e ficou paraplégico, porém, mesmo sem os movimentos das pernas ele se locomove na garupa de uma motocicleta e continua praticando o tráfico ilícito de drogas.
À motivação da tentativa de homicídio, segundo extrai-se do inquérito, é que em 2014 Gleidson teria roubado o celular de Maria Daniella, ao qual este tempo era namorada de Wilson, no terminal de ônibus Padre Pelágio. Assim, Wilson deduziu que um dos assaltantes seria o Réu, por isso, cerca de uma semana depois, ao encontrá-lo em uma feira, o agrediu fisicamente. Após a agressão, Gleidson reconheceu participar do roubo e prometeu devolver o celular, o que foi feito no dia seguinte.
Por esta razão, Gleidson passou a ameaçar Wilson de morte, segundo este porque “batera na cara de homem”. Além disso, tanto Wilson quanto Gleidson e Carlos Eduardo, são traficantes de drogas e pertencem a grupos rivais, por isso, estão sempre em guerra pelo controle de ponto de venda de entorpecentes.
Qualificadoras
O réu é acusado de tentativa de homicídio (por motivo que impossibilitou a defesa da vítima) e por crime consumado, tentado quando a execução, em relação à vítima Wilson. E, também, por lesão corporal de natureza grave e praticado por meios de execução. O júri integra o projeto educacional Júris em Faculdade, estabelecido pelo Magistrado. Na acusação, estará presente o promotor Geibson Cândido, e, na defesa, a advogada Girlene Marcolin. (Texto: Thielly Bueno – estagiária do Centro de Comunicação Social)