Foi realizado, nesta sexta-feira (29), na sede da Escola Judicial de Goiás (Ejug), o segundo dia do curso de formação de facilitadores em Círculos de Construção de Paz e Justiça Restaurativa. A iniciativa do workshop é resultado de uma parceira da Gerência de Cidadania do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e da Coordenadoria da Infância e Juventude de Goiânia, juntamente com a Ejug.
O curso tem o objetivo de capacitar os profissionais que atuam na Rede de Proteção Social para o planejamento e aplicação de círculos de construção de paz, além de disseminar noções de justiça restaurativa, enquanto forma alternativa de procedimento judicial, em que as pessoas diretamente envolvidas em situação de violência, participam ativamente na tentativa de se resolver o conflito entre elas.
O conteúdo do curso foi ministrado pela coordenadora da Infância e Juventude da Comarca de Goiânia, juíza Maria Socorro de Sousa Afonso da Silva. Ela apresentou a metodologia das práticas circulares como ferramentas de facilitação do diálogo como possibilidade para a prevenção e solução de conflitos. “Esse é um trabalho que visa o fortalecimento da rede de proteção social, e a multiplicação dos círculos restaurativos como ferramenta eficaz de pacificação”, ressaltou a magistrada.
Para a diretora de Proteção Social Especial da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), Margareth Maia Sarmento, o tema poderá ser aplicado, na prática, em diversas situações que compreendem a realidade da Secretaria de Assistência Social, tanto com os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, quanto à população em situação de rua. “O Poder Judiciário goiano demonstra uma visão de construção ao se aproximar da sociedade e dos demais poderes, trazendo iniciativas de humanidade e de disseminação de conhecimento”, afirmou a diretora. (Texto e fotos: Carolina Dayrell - Centro de Comunicação Social do TJGO)