Anualmente, cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida em todo o mundo, o que significa um suicídio a cada 40 segundos. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS). A fim de dar visibilidade ao assunto e às causas, e assim prevenir as ocorrências, desde 2015 o mês de setembro ganha a cor amarela, que alude à saúde mental. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) encampa a luta e, nesta quarta-feira (30), promove uma live para debater e refletir sobre o assunto. O evento virtual será transmitido pelo perfil institucional no Instagram (@tjgo), a partir das 17 horas.
Participam da discussão as psicólogas clínicas Ana Paula Ramos e Kenia Cristina Volpato Camilo, mediadas pelo diretor do Centro de Comunicação Social do TJGO, Luciano Augusto. Kenia Cristina tem formação em neuropsicologia, é psicóloga jurídica e mediadora de conflitos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ana Paula é, também, neuropsicóloga, atuando como hipnoterapia e psicologia positiva.
A diretora de Recursos Humanos do TJGO, Wanessa Oliveira Alves, explica que a iniciativa da live “objetiva a conscientização sobre uma questão importante e delicada em nossos dias. Para a prevenção de comportamentos de risco devemos observar os sinais de sofrimentos psíquicos, de pensamentos distorcidos e nos apoiar no diálogo”. Dessa forma, a diretora ainda destaca que as ações de prevenção em saúde mental, “que promovam a 'fala' e o 'diálogo', por meio do apoio emocional, auxiliam na identificação precoce do adoecimento. Nesse sentido, ampliar as discussões sobre o tema, de forma bastante responsável, e promover ações de bem-estar, são medidas que vão ao encontro da valorização da vida humana e evitam a propagação de informações inadequadas sobre o tema”. (Centro de Comunicação Social do TJGO)
Setembro Amarelo
Na busca pela redução dos casos de suicídio no mundo, a OMS definiu a data de 10 de setembro como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. No Brasil, há cinco anos, a Associação Brasileira de Psiquiatria, o Centro de Valorização da Vida (CVV) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) se uniram para criar o Setembro Amarelo.
Os dados do início da matéria são referentes a 2016 e representam um número é superior aos óbitos por malária, câncer de mama, guerra ou homicídio e significa “um sério problema de saúde pública global”, segundo a organização. Estima-se que cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais: em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.
No mesmo período da pesquisa, no Brasil, foram 13 mil suicídios no ano, sendo que o número subiu 7%, ao contrário do índice mundial, que caiu 9,8%, conforme, também, a OMS. Ainda segundo o relatório, o suicídio no País foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, após os acidentes de carro. A grande maioria (10.203), são homens. A tendência se repete em nível mundial: a taxa de homens que tiram a própria vida é quase o dobro das mulheres: 13,7 por 100.000 entre eles e 7,5% por 100.000 entre elas. Os únicos países nos quais a taxa entre o público feminino é maior são Bangladesh, China, Lesoto, Marrocos e Myanmar. (Texto: Lilian Cury – Centro de Comunicação Social do TJGO)