Está aberto edital para agentes de proteção voluntário do Juizado da Infância e Juventude de Goiânia. As inscrições começam nesta segunda-feira (21) e vão até 2 de maio. Candidatas e candidatos devem ter, pelo menos, 21 anos de idade, possuir diploma de ensino médio e não ter antecedentes criminais.
Na prática, o trabalho compreende plantões semanais em linhas de atuação divididas: fiscalização em bares, eventos – nos quais podem haver presença irregular e consumo de drogas ou bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes -; postos de serviço de orientação em rodoviárias e aeroportos; e palestras e ações preventivas em escolas. Desde o início deste ano, as equipes da capital conseguiram encaminhar quase 200 jovens de volta para seus lares em 23 autuações em bares e eventos.
Titular da unidade judiciária, a juíza Maria Socorro de Sousa Afonso Silva, explica que quem exerce a função “são pessoas idôneas e merecedoras de confiança, que uma vez credenciados pelo Juiz, voluntariamente assumem a tarefa de resguardar os direitos da criança e adolescente, assegurando-lhes a proteção integral”.
Seleção
O processo seletivo prevê quatro etapas: prova objetiva e discursiva, teste psicotécnico, entrevista pedagógica e, por fim, curso de formação e estágio prático. Veja o edital no link. Apesar de ser um serviço de natureza voluntária e, portanto, sem remuneração, é preciso “ter comprometimento e responsabilidade”, conforme afirma o diretor da Divisão de Agentes de Proteção de Goiânia, Cleyton Rocha de Almeida. O caráter voluntariado, inclusive, está no âmago da atividade, para ele. “Acredito que a função aproxima a sociedade do Poder Judiciário e também da rede de proteção da infância, sendo uma longa manus do Juiz (expressão em latim que designa o executor de ordens). Vejo que o servidor tem uma atuação institucional administrativa, enquanto o voluntário atua em um viés social”, completa o diretor. Leia mais sobre a atuação dos agentes de proteção voluntário. (Texto: Lilian Cury - Centro de Comunicação Social do TJGO)