A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás(TJGO) realizou, na segunda-feira (11), palestra de conscientização sobre violência contra as mulheres na Organização das Voluntárias de Goiás(OVG). O evento, que teve como tema “Violência contra as Mulheres: O problema é nosso!”, teve como principal foco abordar a complexidade das violências e promover a reflexão sobre os Direitos das Mulheres.
A conversa, que faz parte de uma parceria entre o TJGO e a OVG, foi composta pelas psicólogas Ana Caroline Cunha e Daniele Rodrigues, a assistente social Sherloma Aires e o bacharel em direito Carlos Gonçalves, todos integrantes da coordenadoria da mulher. O grupo foi sucinto e, de forma objetiva e didática, passou as informações sobre violências de gênero contra mulheres, com dados da Organização Pan-Americana da Saúde(OPAS) e Organização Mundial da Saúde.

Aires colocou que, desde crianças, os homens são ensinados a se impor, enquanto as mulheres são ensinadas a serem recatadas e a se conterem. “Há uma diferença quando se fala em violência contra homens e contra mulheres. E quando a gente fala de violência não quer dizer que estamos falando de algo distante de nós.” disse. Com dados da OMS, a assistente social demonstrou que as vítimas de homicídio por parte de parceiros íntimos é de 82% quando vítimas mulheres e apenas 18% quando são homens.
Já o bacharel em Direito Carlos Gonçalves apresentou o lado legal dos casos de violência contra as mulheres e o que falam as leis relacionados a casos do tipo, além da necessidade destas leis para a defesa da mulher em casos de violência doméstica e feminicídio. Como a Lei Maria da Penha é necessária para defesa em casos de violência física, psicológica, patrimonial, moral e sexual.
A psicóloga Ana Caroline lembrou que há uma naturalização das violências contra as mulheres, mostrando também que essa naturalização ocorre inclusive por meio de músicas, memes e grupos de WhatsApp. Ela também falou que chantagens emocionais e cobranças de disponibilidade sexual se enquadram em violência contra mulheres. A psicóloga Daniela completou a conversa com frases simples que acabamos usando e que têm conotação machista e de naturalização da violência sofrida pelas mulheres diariamente. (Texto: estagiária de jornalismo Luísa Chacon/:Foto: Wagner Soares- Centro de Comunicação Social do TJGO)