A ré Vanusa Lima da Cruz, de 40 anos, vai a júri popular, nesta terça-feira (9), acusada de matar a facadas Erlan Correa da Silva, de 48 anos. A sessão de Julgamento vai começar a partir das 8h30, no Fórum Criminal, localizado no setor Jardim Goiás, sob a presidência do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia. O crime ocorreu no dia 31 de outubro de 2020, no interior de um quarto, na rua 13 de dezembro, no setor Jardim Conquista, em Goiânia. A denunciada teria lavado o piso e paredes da casa na tentativa de ocultar os vestígios de sangue.
Conforme os autos, a denunciada e Alvacy de Jesus Filho viviam em regime de união estável há mais de 14 anos, e desse relacionamento tiveram três filhos, 12, 8 e 2 anos de idade. No dia do crime, após uma discussão com o marido, este passou a dormir sozinho na casa 1, situada no mesmo lote, enquanto ela saiu para se divertir, tendo se encontrado com a vítima com a qual já mantinha um relacionamento amoroso havia dois anos.
Ainda, no dia, após ingerirem bebida alcoólica juntos por aproximadamente uma hora, foram para a casa da denunciada, onde, por razões que não restaram esclarecidas, ela o matou com vários golpes na cabeça, os quais foram a causa de sua morte por traumatismo crânio encefálico. Depois de cometer o homicídio, a denunciada se valeu da provável, conforme o inquérito policial, ajuda de terceira pessoa não identificada e, juntas, transportaram o corpo da vítima até o quintal do referido lote, e o colocou no interior de uma cama box, juntamente com uma dezena de outros objetos.
Em seguida, ela lavou o piso e a parede da casa na tentativa de fazer desaparecer os vestígios de sangue, portanto, inovou artificiosamente o local do fato com o fim de produzir efeitos em processo criminal. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), os elementos materiais encontrados na cena do crime, bem como no corpo da vítima, indicaram que ela estava em um momento de descanso, deitada, relativamente imóvel quando foi golpeada. A denunciada utilizou de recurso que dificultou a defesa do ofendido. Vanusa Lima permanece presa. (Texto: Acaray Martins - Centro de Comunicação Social do TJGO)