O garimpeiro Rui Marques Ribeiro, de 64 anos, acusado de matar a companheira Sirene Fernandes Borges, com golpes de facas, foi condenado a 18 anos de prisão, em regime fechado. A decisão foi do júri popular realizado na manhã desta quarta-feira (22), no Fórum de Catalão, sob a presidência do Juiz Luiz Antônio Afonso Júnior, da 2ª Vara Criminal.
Segundo os autos, o réu matou a companheira por ela ter negado a visita de parentes de Rui em casa por alguns deles estarem infectados pela Covid-19. Na Sentença, Rui Marques foi condenado por homicídio qualificado, recurso que dificultou a defesa da vítima e por razões da condição de sexo feminino.
Consta dos autos que o crime de feminicídio ocorreu no dia 06 de junho de 2021, por volta das 15 horas, em Catalão. Segundo a denúncia, Rui teria efetuado golpes de faca contra sua companheira, Sirene Fernandes Borges.
Ainda de acordo com o documento, a vítima e denunciado conviviam em união estável há aproximadamente 14 anos, sendo que, durante o período de convivência, o denunciado já havia agredido a vítima em outras oportunidades.
No dia do crime, o denunciado e a vítima estavam em casa, quando Rui disse à companheira que seus parentes gostariam de visitá-los, tendo a vítima se negado a receber tais pessoas, considerando que alguns deles estavam infectados pela Covid-19.
Contrariado, o denunciado foi até a cozinha, se apossou de uma faca, aproximou-se da vítima, que estava sentada no sofá da sala da residência, e a golpeou, causando-lhe lesão cortante profunda em região de face à esquerda e lesão superficial em região de antebraço direito e ombro esquerdos, provocando choque hemorrágico, o que veio lhe causar a morte, conforme laudo cadavérico. (Texto: Arianne Lopes – Centro de Comunicação Social do TJGO)