“A Inteligência Artificial (IA) aplicada ao Judiciário sob a ótica acadêmica". Esse foi o tema do webinário promovido na manhã desta segunda-feira (5) pelo Fórum Permanente de Inteligência Artificial da Escola Judicial de Goiás (Ejug). O encontro foi realizado pela Ejug, com transmissão pelo canal da Ejug no Youtube. A interlocução foi do diretor de Estatística e Ciência de Dados do TJGO, Antônio Pires de Castro Júnior, sob a tutoria do coordenador de Ciências de Dados do TJGO, Wesley Alves de Oliveira.
O webinário contou com a exposição do professor Anderson da Silva Soares, Doutor em Engenharia Eletrônica e Computação, titular no Instituto de Informática da UFG e coordenador científico do Centro de Estudos em Inteligência Artificial (CEIA/UFG), como também do professor Nilton Correia da Silva, Doutor em Processamento de Dados e Análise Ambiental pelo Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), titular na Faculdade de Engenharia da UnB e coordenador do Laboratório de Inteligência Artificial da UnB.
Abertura

O coordenador do Fórum Permanente de Inteligência Artificial, juiz André Reis Lacerda, fez a abertura do webinário e destacou a satisfação na promoção do evento. O magistrado ressaltou, ainda, sobre a necessidade de utilização da Inteligência Artificial no campo jurídico. “A gestão do desembargador Carlos França tem dado fomento ao estudo deste tema. Queremos, com esse fórum, aproveitar para trazer experiência positiva para o Judiciário, bem como potencializar essa iniciativa”, explicou. O diretor de Estatística e Ciência do TJGO, Antônio Pires, enfatizou que o Fórum Permanente é composto de várias unidades, sendo que a primeira abordará a ótica acadêmica.

Exposições
Ao iniciar sua exposição, o professor Anderson da Silva apresentou, de forma contextualizada, o conceito de Inteligência Artificial (IA). Ele ressaltou sobre o desafio da IA em determinadas imagens, "já que, na prática, a IA aprende a partir de quatro tipos de dados, tais como tabulares, imagem, voz e texto. A IA avançou muito nos últimos tempos, já que consegue resolver problemas envolvendo imagem e também em forma de voz e texto. Estamos numa fase acelerada no que diz respeito a voz e texto”, afirmou.

Na ocasião, o professor Anderson da Silva trouxe alguns exemplos de atuação da IA. “Quando colocamos o anúncio em produção, a IA superou o desempenho de uma agência de publicidade”, citou. Anderson da Silva finalizou pontuando que os avanços da IA são relevantes e impressionantes, porém, ainda aposta na inteligência aumentada para o ser humano em que a máquina ajuda a fazer.
Dando prosseguimento ao webinário, o professor Nilton Correia da Silva abordou sobre a parte social existente entre as universidades e o Judiciário. “O nosso principal desafio para quem se coloca a desenvolver soluções para o Judiciário é a falta de metadados confiáveis. Outro é o processo rebuscado de imagens. Além disso, Nilton Correia enfatizou sobre os problemas enfrentados por pesquisadores, tais como a preparação do texto jurídico para modelagens; dificuldade de encontrar peças de interesse no PJE; quebra e classificação de peças; classificação de processos; Julgamento em lote, entre outros.

Nilton Correia também comentou acerca das soluções voltadas para a singularidade do Judiciário brasileiro, o desenvolvimento de expertise multidisciplinar e o financiamento virtuoso da pesquisa. (Texto e edição de imagens: Acaray Martins – Centro de Comunicação Social do TJGO)