Na segunda-feira (21), a Câmara Municipal de Minaçu recebeu a apresentação do Projeto Mulheres Protegidas, uma iniciativa que visa combater a violência doméstica contra mulheres na região. O projeto foi elaborado pela juíza Isabella Luiza Alonso Bittencourt e pelo Promotor de Justiça Renato Teatini, ambos da comarca de Minaçu, e destaca-se por sua abordagem colaborativa entre instituições públicas e privadas.
A juíza Isabella Luiza Bittencourt, que integra a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), destacou a importância de abordar a questão da violência contra a mulher de maneira abrangente. “A violência doméstica é responsável pelo terceiro maior número de denúncias no município, tornando imperativo um esforço conjunto para promover transformações significativas em Minaçu”, enfatizou. Para a magistrada, a simples imposição de ordens judiciais não é suficiente para alterar comportamentos arraigados, sendo necessárias ações efetivas e educativas.

Mudança de mentalidade
O Projeto Mulheres Protegidas tem como principal objetivo desenvolver programas de conscientização que abordem a questão da violência doméstica. Para atingir essa meta, o projeto inclui a realização de palestras educativas em escolas e empresas, buscando sensibilizar diferentes setores da sociedade. A colaboração entre os diversos atores envolvidos é vista como fundamental para gerar mudanças efetivas na mentalidade da população e dos agressores.
Conforme Isabella Luiza, o projeto representa um esforço conjunto para combater a violência doméstica e promover a conscientização em Minaçu. “A colaboração entre o Judiciário e o Legislativo é um passo importante para garantir a implementação eficaz das ações propostas pelo projeto”, afirmou.
Com palestras em escolas e empresas, o projeto busca criar uma rede de apoio capaz de transformar a realidade das mulheres da região, garantindo um ambiente seguro e livre de violência. A iniciativa reforça a importância da colaboração entre diferentes instituições na luta por uma sociedade mais justa e igualitária. (Texto: Sara Ribeiro, estagiária de jornalismo do Centro de Comunicação Social do TJGO)