O operador de máquinas Itamar Ribeiro, de 59 anos, acusado de tentar matar Manuela Cristina Lopes Vaz, conhecida como “Manu”, vai a Julgamento nesta sexta-feira (1º), no auditório do Fórum Cível de Goiânia. Na ocasião também será julgado o segundo denunciado, o servente de pedreiro Andercilas Ferreira de Souza, de 34 anos, por furtar o mesmo revólver utilizado no crime. A sessão será realizada a partir das 8h30, sob a presidência do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia. O crime aconteceu no dia 15 de janeiro de 2022, por volta das 15h10, no Parque Atheneu, nesta capital.
Narra o processo que o denunciado conhecia a vítima há cerca de dois meses e, segundo ele, já havia mantido relação sexual com ela algumas vezes, mediante pagamento. De acordo com as declarações do acusado, no dia do fato, a vítima esteve em sua residência e, ao sair, furtou um botijão de gás. Ele, então, pegou uma arma de fogo que possuía sem autorização legal há aproximadamente sete anos e saiu à procura da vítima.
Ele a encontrou na rua, momento em que disse que a vítima iria morrer, quando ela suplicou que não fizesse isso, já que estava grávida. No entanto, Itamar ignorou os pedidos da vítima e tentou tirar a vida dela, desferindo contra ela disparo de arma de fogo, atingindo seu rosto. Itamar foi contido e desarmado por populares que se faziam presentes, e a vítima foi socorrida, tendo recebido atendimento médico eficaz, resistiu aos ferimentos e sobreviveu.
Arma de fogo
Para o Ministério Público de Goiás, o crime foi praticado de maneira fútil, uma vez que ela teria furado o objeto da casa dele. Logo após Itamar ter sido desarmado, o denunciado Andercilas furtou a arma utilizada para cometimento da tentativa de homicídio, e fugiu do local, sendo localizado pouco depois, o qual foi preso e autuado em flagrante. Ainda, conforme os autos, o próprio Andercilas levou os policiais militares no local onde havia escondido a arma, tendo sido a mesma apreendida, segundo o Termo de Apreensão. (Texto: Acaray Martins – Centro de Comunicação Social do TJGO)