
A secretaria de sustentabilidade do Núcleo de Responsabilidade Socioambiental (Nursa) do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), Raquel Antonini, participou na segunda-feira (11) e terça-feira (12), do Colóquio Internacional sobre Justiça Climática e Democracia, promovido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de oferecer um espaço de debate sobre como a Justiça Climática se relaciona com diversas temáticas como direitos humanos, democracia e responsabilidade intergeracional.
O evento contou com a presença de diversos ministros do Supremo, como a ministra Rosa Weber, presidente da Corte e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); ministra Carmén Lúcia e ministro Luís Roberto Barroso, entre outros, além do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) ministro Lelio Bentes Corrêa, e das ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara.
Palestras com especialistas nacionais e estrangeiros também integraram a programação do encontro e trataram de temas como o impacto da mudança do clima na perspectiva da violação de direitos humanos; a justiça climática, examinada à luz da Constituição brasileira e dos princípios fundamentais da democracia; a transgeracionalidade na proteção do clima e a adaptação do sistema de justiça às novas questões.

De acordo com Antonini (foto acima), o evento contribuiu para afirmar que a proteção ambiental, como tema de Direitos Humanos, não é somente uma questão política, mas jurídico constitucional. “Foi muito proveitoso, pois trouxe ao Poder Judiciário a necessidade de trabalhar, com estado de emergência, pois a prevenção, visando a mitigação, já está em atraso. "Portanto, perceber justiça climática implica reconhecer a rede clima, justiça, inclusão, participação popular, minorias, economia responsabilidade intergeracional e reparação histórica, avocando assim, todos os poderes ao debate urgente em relação a justiça climática e democracia", afirmou.