Mais de 100 pessoas participaram na manhã desta segunda-feira (2), do 1° Encontro Oficina Protege e Julga que teve o tema Construção de um Plano de Ação para a Unidade Judiciária. A iniciativa objetiva propiciar um ambiente de compartilhamento de conhecimentos e boas práticas a magistradas, magistrados, servidoras e servidores que atuam em casos de violência doméstica e familiar contra mulher no Estado de Goiás.
O projeto, que prevê a realização de oficinas mensais, de forma virtual, foi apresentado pela coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, juíza Marianna de Queiroz Gomes, titular do Juizado de Violência Doméstica da Comarca de Rio Verde.
A magistrada destacou a importância dos encontros mensais que terão duração de uma hora e que, até o momento, já têm 15 edições agendadas. “As oficinas são os espaços de troca de informações. Servem para trocarmos ideias, boas práticas e pegar na mão do outro”, destacou, ao reafirmar a necessidade de ter alguém de cada unidade judiciária para repassar o que foi abordado nas oficinas.
No primeiro momento da oficina, a juíza Marianna Queiroz salientou que o objetivo da Campanha Protege e Julga é julgar processos de violência e feminicídio em até 365 dias, reduzindo tempo para a primeira audiência e de Tramitação global dos processos. “Verificar os processos que serão prioridades da campanha, priorização da violência doméstica em unidades não específicas, estabelecimento de metas quantitativas e qualificativas para o cumprimento dos processos, padronização de rotinas e decisões e estabelecimento de fluxo”, disse a magistrada ao citar algumas das ações.
Em seguida, o escrivão Robson Vitor das Neves falou sobre o gerenciamento de escrivania, Gabinete e Tabela de Códigos de Pendências. O servidor pontuou ainda sobre a importância da rotina e da interação entre escrivania e gabinete. “É preciso organizar para que haja uma rotina e estabelecimento de metas. Além disso, é fundamental a sinergia e diálogo entre escrivania e gabinete para que haja condições de organizar os servidores para dinamizar o trabalho”, frisou. (Texto: Arianne Lopes Centro de Comunicação Social do TJGO)