A juíza Placidina Pires, titular da 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores de Goiânia, condenou, nesta semana, dois empresários do Grupo Spazi por terem liderado esquema fraudulento de venda de móveis planejados de alto padrão em Rio Verde e região a penas superiores a 10 anos de prisão. Também foram condenados outros três indivíduos que auxiliaram na perpetração dos golpes. Três acusados foram absolvidos. Os réus também foram condenados a reparar os danos das vítimas.
O esquema fez dezenas de vítimas em Goiás e outros estados do país. Além da falsa promessa de que os móveis planejados eram de alto padrão e oriundos de fábricas do sul do país, os acusados realizavam financiamentos fraudulentos em nome das vítimas sem que estas tivessem conhecimento - alguns inclusive tiveram mais de um financiamento realizado no seu nome - e tiveram o nome negativado. Após, os réus se apoderavam do dinheiro, não entregam os móveis ou os entregam em qualidade e quantidade inferiores, causando inúmeros prejuízos aos ofendidos.
Confira as penas fixadas para cada um dos réus:
- João Batista Apolinário Rocha: 10 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado, além de 340 dias-multa;
- Michele Carolina Cunha Costa: 10 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado, além de 340 dias-multa;
- Caio Jacinto do Carmo: oito anos e nove meses de reclusão em regime semiaberto, além de 233 dias-multa;
- Juliana Sena Ribeiro: cinco anos, cinco meses e três dias de reclusão em regime semiaberto, além do pagamento de 116 dias-multa;
- Fábio Maurício de Freitas da Silva: quatro anos, sete meses e 15 dias de reclusão em regime semiaberto, além de 63 dias-multa.
(Texto: Patrícia Papini – Centro de Comunicação Social do TJGO)