
Em reunião na Diretoria do Foro da Comarca de Goiânia, magistradas dos juizados de Violência Doméstica discutiram sobre o aprimoramento do fluxo de procedimentos das medidas protetivas de urgência. O encontro, realizado nesta quarta-feira (5), também marcou a apresentação da desembargadora Alice Teles de Oliveira como nova coordenadora da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), e contou com a participação do juiz auxiliar da Presidência do TJGO, Reinaldo Dutra, e da diretora do Foro da comarca de Goiânia, juíza Patrícia Bretas.
Na oportunidade, a desembargadora Alice Teles destacou os desafios e compromissos à frente da Coordenadoria da Mulher, ressaltando a importância de um trabalho integrado para o combate à violência de gênero. “Estou muito feliz em assumir essa função. A Coordenadoria já conta com uma estrutura sólida e uma equipe dedicada. Nosso objetivo é dar continuidade aos projetos em andamento e implementar novas ações voltadas para a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher”, afirmou.
“A punição do agressor, por si só, não resolve o problema. É fundamental trabalhar com prevenção, assistência e apoio às vítimas, envolvendo diferentes setores, como assistentes sociais e delegacias especializadas, para que essa rede funcione de maneira eficaz”, ressaltou a desembargadora Alice Teles.
Fortalecer a rede de proteção
Na reunião, a diretora do Foro de Goiânia, juíza Patrícia Bretas, ressaltou a importância da efetividade das medidas protetivas de urgência. “Nos reunimos para estabelecermos fluxos internos e externos que possam agilizar o andamento das medidas protetivas de urgência. Além de melhorias dentro do Poder Judiciário, também discutimos ações em parceria com a Delegacia da Mulher para fortalecer essa rede de proteção”, explicou a magistrada.
Segurança e o bem-estar das vítimas
A juíza Aline Freitas da Silva, titular do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Goiânia, ressaltou a importância da atuação judicial na proteção das mulheres. “Nossa atuação pode fazer a diferença para evitar feminicídios. Precisamos ser proativos, humanos e trabalhar em rede para garantir a segurança e o bem-estar das vítimas.”

Também participaram as juízas Hanna Lídia Rodrigues Paz Cândido, Mônice de Souza Balian Zaccariotti e Simone Pedra Reis, além de assessores e gestores do TJGO e da Diretoria do Foro da Comarca de Goiânia. (Texto e fotos: Valto Leão- Centro de Comunicação Social do TJGO)