O denunciado Wallace de Paulo Silva, de 25 anos, acusado de tentar matar Glenda Yole de Boba a facadas, será submetido a Julgamento nesta terça-feira (18). A sessão do júri será realizada no plenário 1 no prédio dos Tribunais do Júri de Goiânia, no Park Lozandes, sob a presidência do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia. O crime aconteceu no dia 14 de março de 2024, no Jardim Guanabara, nesta capital.
Conforme o processo, a vítima e o denunciado possuíam um relacionamento amoroso conturbado, em algumas ocasiões Wallace a agredia, o que teria rompido o relacionamento. Em decorrência dele estar desempregado, e de sua condição financeira, ela autorizou que o denunciado ficasse em sua casa por algum tempo. Ocorre que Wallace não aceitava o fim do namoro, passando a ameaçar a vítima constantemente, dizendo que não deixaria que ela ficasse com outras pessoas.
A vítima teria insistido no fim do relacionamento, pedindo que o denunciado fosse embora de sua casa, o que não foi aceito pelo Wallace, que a agrediu com um soco no rosto e disse que a mataria, pois se ela não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém. Em seguida, a vítima deixou o filho do casal na residência de uma vizinha e telefonou para a Polícia Militar, momento em que Wallace pegou uma faca e desferiu diversos golpes contra Glenda, atingindo-a no abdômen, na perna e na mão esquerda.
Ao ver que a vítima já havia acionado socorro, e insistido que ele parasse de lhe agredir, ele atirou a faca em cima do telhado e fugiu do local. A vítima, posteriormente, foi auxiliada por vizinhos até a chegada de socorro médico e da Polícia Militar.
Para o Ministério Público (MPGO), que ofereceu a denúncia contra o autor, o fato ocorrido com a vítima ficou evidenciado, pela autoria da materialidade, a conduta implementada pelo denunciado e a não consumação de seu intento por circunstância alheia à sua vontade, vez que praticou todos os atos de execução e causou lesões de extrema gravidade e com risco de morte da vítima, o que não ocorreu pelo pronto e eficaz atendimento médico recebido por Glenda Yole. (Texto: Acaray Martins – Centro de Comunicação Social do TJGO)