
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), realizou na segunda-feira (10) a segunda edição do ano da Oficina de Parentalidade. O encontro ocorreu no Salão do Plenário do TJGO e contou com cerca de 70 participantes, de forma presencial e virtual. As oficinas são ofertadas de forma gratuita sempre na primeira segunda-feira do mês e tem a parceria da Associação de Terapia Familiar do Estado de Goiás (Atfago), sob recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A oficina tem como foco a comunicação não-violenta em contextos de divórcio e utiliza instruções expositivas, vídeos e interações com os participantes. Com um público diverso, que abrange pais e responsáveis encaminhados pelas Varas de Família, supervisores, professores e estudantes dos cursos de Psicologia, Direito e Assistente Social de instituições de ensino superior, em Goiânia.
Demanda crescente
“O Tribunal de Justiça e os parceiros vêm investindo cada vez mais em ampliar o chamamento de pessoas para serem multiplicadores de tema tão importante. Estamos em contato direto com juízes das Varas de Família e também com as instituições de ensino superior para que possamos trazer essa contribuição para as famílias, seguindo uma resolução do CNJ, além das participações on-line”, destacou a representante do Nupemec, Iêda Perna.
“A última oficina girou em torno de 40 pessoas e, agora, nesta edição, são 68 presentes de forma presencial e on-line. Um trabalho realizado junto às Varas de Família na capital e em Aparecida de Goiânia, além dos cursos de Direito, Assistente Social e Psicologia de universidades parceiras. As pessoas precisam entender que casais se separam, mas a parentalidade permanece eterna. É um esforço coletivo e questões necessárias”, observou a presidente da Atfago, Eliane Pelles.
Mudança de comportamento
“O que estou fazendo enquanto pai ou enquanto mãe? O que posso fazer para ajudar um filho que vive também a experiência do divórcio. Precisamos entender que o exemplo e as atitudes fazem a diferença para trazer a garantia da segurança para crianças e adolescentes. Colocar isso na prática é importante demais para não fazer adoecer as relações familiares, as relações parentais. Então, trazer essa relação saudável em contextos de divórcio é o foco das nossas oficinas”, explicou a palestrante, psicóloga Pytia Kálita.
Uma das participantes da oficina destacou a importância de orientações para proteger a criança em situações de divórcio. “Vivi há 20 anos o divórcio dos meus pais. Hoje, estou acompanhando meu filho na mesma situação. Sei o quanto é dolorido, em especial, em separação recente. Só tem 7 meses que ele está afastado do filho e isso é muito triste. Sei o quanto essas informações são válidas para ele saber lidar com a situação”, contou a E.F.M.