
A coordenadora geral da Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), e titular do Juizado da Infância e da Juventude da comarca de Luziânia, juíza Célia Regina Lara, participou na última terça-feira (29), representando o chefe do Poder Judiciário estadual, desembargador Leandro Crispim, da audiência pública com o tema “Adolescência e Violência nas Redes Sociais”. O evento foi promovido pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), em referência ao Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado no mês de abril. Na ocasião, o juiz Rafael Souza Cardozo, presidente do FONAJUV, representou a conselheira do CNJ, juíza Renata Gil.
A audiência pública foi realizada no Auditório Carlos Vieira, no térreo do Palácio Maguito Vilela, e teve transmissão no canal da instituição no YouTube. E contou ainda com a presença das juízas e juízes: Aline Vieira Tomas, da 4ª vara de família; Laura Ribeiro de Oliveira,da 25ª Vara Cível; Lucas Siqueira, do 2º Juizado da Infância e da Juventude das causas infracionais questões administrativas e afins de Goiânia; Maria Socorro de Sousa Afonso da Silva, 1º Juizado da Infância e da Juventude das causas cíveis e questões administrativas e afins; Decildo Ferreira Lopes, 1ª Vara Criminal (crimes em geral e execuções penais; além de diversos atores do sistema de justiça, do legislativo goiano e federal, bem como representantes do Poder Executivo. Esteve presente também o Juiz do TJPE, Rafael Souza Cardozo, presidente do FONAJUV, no ato representando a Conselheira do CNJ, Renata Gil.
Em sua fala, a juíza Célia Lara, com atuação na infância e juventude há 11 anos, explicou que vivencia o complexo dia a dia do trabalhar para a proteção integral de crianças e adolescentes. Quanto ao público adolescente, ou seja, de 12 aos 18 anos de idade, asseverou que enfrenta não somente os desafios da proteção, mas também necessidade da quebra de paradigmas das inúmeras exigências pessoais e sociais impostas aos indivíduos nesse peculiar estágio de desenvolvimento.
O evento também debateu a exposição de crianças, adolescentes e jovens adultos aos perigos inerentes ao mundo digital, os perigos atuais para esse público, ante a maneira como se relacionam no “mundo virtual”. “É atrás das telas que boa parte dos adolescentes, que já eram ignorados, se tornam ainda mais invisíveis para a família e para a sociedade”, afirmou Célia Lara.