
“Precisamos nos importar e pensar que os filhos, quando os pais estão em litígio, precisam de cuidado. A Oficina de Parentalidade vem para dizer aos pais e responsáveis que é preciso refletir e, através da corresponsabilidade, evitar consequências negativas especialmente para esses jovens em desenvolvimento”, alertou a presidente da Associação de Terapia Familiar (ATFAGO), psicóloga Eliane Pelles, que, nesta segunda-feira (5), ministrou mais uma palestra durante a 4ª edição do evento, realizada no Auditório desembargador José Lenar de Melo Bandeira, sede do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).
A organização da Oficina de Parentalidade é do Poder Judiciário estadual, por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), em parceria com a ATFAGO, e sob recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que acontece sempre às primeiras segundas-feiras do mês. Nesta edição, cerca de 50 pessoas participaram do encontro de forma remota e presencial.
“Aqui é um local aberto ao público, envolvendo psicólogos, advogados, assistentes sociais e estudantes dessas áreas para que possamos ampliar as informações e reorganizar a direção de pais e mães com seus filhos em situação de divórcio e, sobretudo, um local para acolher e melhor orientar esses pais, em escuta ativa, para que eles possam ressignificar as relações de convívio e de uma comunicação não-violenta”, complementou psicóloga Eliane Pelles.

Reconhecer que precisa de ajuda
No público, os participantes puderam compartilhar suas experiências, sendo que um deles trouxe o depoimento dos filhos em um episódio familiar. “Minha filha lembra, mesmo após um ano, de brigas que ocorreram à época. É preciso termos cuidado porque isso marca a vida deles. Levam por toda a vida. Precisamos reconhecer que precisamos de ajuda para buscar e ter essa responsabilidade”, diz o pai que hoje está com a guarda da filha.
Já a estagiária em Psicologia, Janaína Valadares, apontou ser proveitosa a participação na oficina. “Entendi que o casal em processo de litígio vai sempre defender sua verdade, havendo muitas vezes conflito. Então, saber entender que a relação acaba, mas não a parentalidade. Precisamos blindar os filhos e, profissionalmente falando, buscar intermediar, através da escuta, uma forma saudável para melhorar essas relações”, entendeu a participante. (Texto: Karineia Cruz/ Fotos: Edmundo Marques- Centro de Comunicação Social do TJGO)