
Os conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), juíza federal Lívia Peres e o Juiz de Trabalho Guilherme Feliciano, conheceram na quarta-feira (4), em reunião no Laboratório Inovajus, o Projeto Raízes Kalungas, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). O objetivo do encontro foi ver as práticas inovadoras do Judiciário goiano, tendo como plataforma a justiça e cidadania, destacando também os resultados advindos da iniciativa.
Na ocasião, participaram os juízes auxiliares da Presidência, Reinaldo Oliveira Dutra, coordenador do projeto Kalunga, Jussara Cristina Oliveira Louza, coordenadora do Inovajus, e Gustavo Assis Garcia; a secretária-geral da Presidência, Dahyenne Mara Martins Lima Alves; o diretor de Planejamento e Inovação, Diego César Santos; e a secretária do Núcleo Gestor de Governança e Metas, Brenna Martins.

No encontro, foram pontuadas as abordagens do projeto realizadas nas comunidades quilombolas dos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina e Goiás, e como esse projeto vem transformando vidas, com acesso a direitos, resoluções de questões fundiárias e demais garantias. Na ocasião, os conselheiros foram convidados a visitar a comunidade, no mês de setembro, dentro do projeto Mês da Presidência em Cavalcante.
Resgate da cultura de um povo
O juiz Reinaldo Dutra destacou que o “Projeto Raízes Kalunga é o resgate da cultura de um povo, de implementar de forma inovadora a justiça e a cidadania, do TJ de Goiás estar dentro da comunidade e focar no ser humano. A iniciativa foi implementada há um ano e o que se vê são direitos sendo garantidos, diante de realidades que não se tinham antes”, afirmou o Magistrado.
Segundo Reinaldo Dutra, “em setembro, no projeto Mês da Presidência, em que o presidente Leandro Crispim, a alta administração e a equipe do Judiciário vão novamente até à comunidade, é uma oportunidade de se conhecer o funcionamento deste projeto”, disse o Magistrado ao fazer o convite aos conselheiros.
“As metodologias utilizadas de levar o Poder Judiciário até a comunidade Kalunga, para ouvir a população e buscar mecanismos de justiça e cidadania, são ferramentas para trazer o poder da inovação com eficiência e resolutividade na sua principal missão que é prestar um serviço de qualidade a quem realmente precisa. Isso é fazer inovação na justiça com foco no ser humano”, frisou a juíza Jussara Cristina Oliveira Louza.

“O projeto Kalunga é uma iniciativa que consegue se adequar ao verdadeiro espírito da Resolução 395/ CNJ, que trata da gestão de inovação no Poder Judiciário. É um projeto que consegue levar a estrutura do Poder Judiciário para dentro de uma comunidade quilombola e consegue exercer o acesso à Justiça. É interseccionalidade e interculturalidade sendo estabelecida. É encantadora essa perspectiva com várias políticas judiciárias sendo implementadas” afirmou a juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Lívia Cristina Marques Peres.
O diretor de Inovação do TJGO, Diego César afirmou que “o Projeto Kalungas é implementado por meio de metodologias ativas de inovação, sendo idealizado para uma escuta ativa na comunidade. Hoje rendem frutos com muito mais inovações ao longo do projeto, sempre com foco no ser humano”. (Texto: Karineia Cruz/ Fotos: Acaray Martins- Centro de Comunicação Social do TJGO)