O presidente da Comissão de Memória e Cultura do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Itaney Francisco Campos, participou, na noite da última quinta-feira (27), de um encontro cultural realizado na sede social da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), em Goiânia. O evento reuniu magistrados, intelectuais e representantes de instituições da área jurídica e literária para marcar dois momentos relevantes para a memória institucional goiana.
Um dos destaques da noite foi o lançamento da segunda edição do livro Concursos da Magistratura 1937-2025, obra produzida em parceria entre a presidente da Asmego, juíza Patrícia Carrijo, o Promotor de Justiça e historiador Jales Guedes de Mendonça, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG), e o pesquisador Thales Murillo Costa. O livro traz, entre outros conteúdos, a evolução histórica dos certames de ingresso na magistratura goiana e conta com apresentação do ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião de Castro Filho. A primeira edição teve prefácio do ministro Luiz Felipe Salomão, também do STJ.
Durante o evento, também foi celebrada a eleição do Promotor Jales Mendonça como novo integrante da Academia Goiana de Letras (AGL), fundada em 1939. Autor de obras como A Invenção de Goiânia e O Exército de um Homem Só, Mendonça é reconhecido por sua atuação na pesquisa histórica das instituições públicas goianas e tem desenvolvido projetos em colaboração com a magistratura.
Em sua fala, o desembargador Itaney destacou a importância da preservação da memória institucional e da valorização da história da Justiça para o fortalecimento da democracia. Ele também agradeceu o convite para assinar o texto da orelha da nova edição do livro e saudou o ingresso de Jales na AGL. “A memória tem o importante papel de permitir o conhecimento, o senso de pertencimento e de valorização institucional. Valorizar o Poder Judiciário é valorizar a democracia”, afirmou.
O encontro contou com a presença de representantes da magistratura, do Ministério Público e da comunidade acadêmica, como a presidente da Asmego, Patrícia Carrijo; o presidente do IHGG, Jales Mendonça; e o presidente da AGL, Aidenor Aires. Para o desembargador Itaney, a atuação conjunta das instituições é essencial para a valorização da cultura e da história. “Sem agentes culturais atuantes, corremos o risco de ver predominar as sombras do obscurantismo”, concluiu.