Teve início na terça-feira (26) mais uma edição do Grupo Reflexivo para Autores de Violência Doméstica na cidade de Goiânia, fruto da parceria entre o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), Prefeitura e Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e Ministério Público. As reuniões são realizadas no Centro de Referência Municipal Cora Coralina, no Setor Aeroporto.
Nas sessões, os participantes são levados a refletir sobre a construção dos gêneros na sociedade, possessão, machismo, entre outros pontos que permeiam os casos de abuso. Os autores são encaminhados de forma que participam de 10 encontros, onde são abordados temas como a origem da violência, a relação entre homens e mulheres, a relação entre pais e filhos, masculinidades, álcool e drogas e a Lei Maria da Penha.
Reincidência quase zero
Iniciado em 2015, o trabalho é desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), Conselho de Comunidade na Execução Penal de Aparecida de Goiânia e Pontifícia Universidade Católica do Estado de Goiás (PUC-GO). O índice de reincidência é próximo de zero. Os participantes são encaminhados, de forma compulsória, pelos juízes dos respectivos processos incursos na Lei Maria da Penha.
José Geraldo, coordenador-geral do projeto, afirma que os grupos reflexivos “são um benefício, não uma penalidade". Ele explica que, em caso de faltas, há o descumprimento da medida protetiva e o participante pode até ser preso. Em todos os encontros uma frequência é assinada e os dados encaminhados à Justiça para acompanhamento. Participam dos grupos os homens que se enquadram nas formas de violência citadas na Lei Maria da Penha, como moral, física e psicológica. Acusados de crimes sexuais e feminicídios, na forma tentada ou consumada, não podem participar. (Texto: Lilian Cury – Centro de Comunicação do TJGO)