
Representantes do comitê de Incentivo à Participação Feminina do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) participam, nesta quinta (25) e sexta-feira (26), da 4ª edição do evento "Mulheres na Justiça: Novos Rumos da Resolução CNJnº255". O objetivo do evento é fortalecer e propor aperfeiçoamentos concretos à Política de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Judiciário. Na ocasião, estiveram presentes a juíza substituta em segundo grau, Stefane Fiuza Cancado Machado; as juízas Luana Veloso Godinho, Bruna de Oliveira Farias, Patrícia Passoli Ghedin e Itala Colnaghi; a servidora da Diretoria de Planejamento e Inovação, Ana Flávia Antunes; e a Oficial de Justiça, Carolina Rosa Santos. O evento aconteceu na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.
A abertura do encontro contou com a participação do corregedor nacional, ministro do STJ Mauro Luís Campbell Marques, e da coordenadora do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário, conselheira Renata Gil. Na programação, as abordagens destacam as necessidades, desafios e anseios que impactam a atividade profissional das mulheres no Poder Judiciário (magistradas, servidoras, terceirizadas, estagiárias e voluntárias). As propostas das oficinas integrarão a “Carta de Brasília pela Igualdade de Gênero no Poder Judiciário”.

É transformador debater e abrir caminhos para mulheres no Judiciário
Para a magistrada Stefane Fiuza Cancado Machado, os debates instituídos na edição do Mulheres na Justiça só faz fortalecer o trabalho do comitê goiano. “Estar em um ambiente dedicado ao diálogo e à construção de práticas inovadoras para fortalecer a participação feminina no Poder Judiciário é necessário, urgente e transformador. Vivenciamos um momento histórico em que as mulheres têm conquistado espaços de liderança e decisão, legitimando nossa presença e abrindo caminhos para que outras profissionais se sintam encorajadas a avançar em suas carreiras”, reforça.
Stefane Fiuza complementa ainda que “a 4ª edição do Mulheres na Justiça proporciona um intercâmbio de experiências e conhecimentos que enriquece profundamente o trabalho do Comitê do Judiciário goiano, fortalecendo nossa capacidade de promover mudanças estruturais efetivas. As propostas que emergem destes debates não apenas aperfeiçoam nossas políticas institucionais, mas também inspiram uma nova geração de mulheres a ocupar seus espaços de direito no sistema de justiça brasileiro”, disse.
Programação
Na quinta-feira (25), foram debatidas pautas como os painéis expositivos sobre “Mulheres e Interseccionalidades: desafios e caminhos na Justiça” e “Políticas Judiciárias para Mulheres Baseadas em Pesquisa”. Já nesta sexta-feira (26), entre oficinas temáticas presencial e on-line, estarão as temáticas “Vergonha, Medo e Culpa: violência doméstica e familiar contra a mulher no Poder Judiciário”; “Carreira e Identidade Feminina no Mundo Pós-Moderno”; “Paridade de Gênero no Poder Judiciário: Avanços e Desafios da Resolução CNJ n. 525 e 540/2023”; e “Cite uma Mulher: elas pesquisam, comunicam e constroem a Justiça”; e “Planejamento Financeiro e Aposentadoria”.