
A Escola Judicial (Ejug) realizou, nesta sexta-feira (5), visitas técnicas em Goiânia e Aparecida de Goiânia com o objetivo de aprofundar o mapeamento das estruturas tecnológicas e sociais que subsidiarão a implementação do sistema integrado de dados do projeto de educação itinerante “Virando a Página: Inteligência Artificial para Atenção à População em Situação de Rua.
A iniciativa integra o Projeto “Diálogos Institucionais - o Judiciário e o Desenvolvimento Socioeconômico”, instituído pela Portaria nº 9/2025, que busca fomentar a elaboração e a implementação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais.
Participaram das atividades a juíza Marina Buchid, coordenadora do grupo de estudos voltado à população em situação de rua; o servidor da Ejug, Lucas Camilo da Silva Vieira, que é coordenador do Laboratório de Inteligência Artificial da Ejug, que está em desenvolvimento; o professor Iwens Sene Junior, coordenador do Centro de Excelência em IA da Universidade Federal de Goiás (CEIA/UFG); e a pesquisadora Thaynara Mabille, também do CEIA/UFG.
A primeira visita ocorreu na Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Aparecida de Goiânia, onde a equipe foi recebida pelo diretor de Inovação da Prefeitura, Neto Rodrigues. O grupo conheceu o Data Center Municipal, a infraestrutura de conectividade e o sistema de videomonitoramento urbano. O município apresentou sua arquitetura tecnológica, a rede de câmeras e os protocolos de armazenamento de imagens, informações consideradas relevantes para futuras integrações com o ecossistema de dados previsto no projeto.
Em seguida, a equipe esteve na Secretaria Municipal de Assistência Social de Goiânia, recepcionada pela secretária Erizania Freitas. O grupo teve acesso às informações sobre o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e ao funcionamento do Subsistema Unificado de Proteção Social de Goiânia (SUPS), que reúne dados de vulnerabilidade social do município. Foram identificados elementos que podem contribuir para o alinhamento entre a política de assistência social e o futuro Data Lake interinstitucional, como informações sobre triagem, histórico de atendimentos e protocolos de acompanhamento.
“Essas visitas reforçam o desenvolvimento dos mecanismos de governança, integração de dados e articulação institucional previstos no projeto ‘Virando a Página'. As estruturas apresentadas pelas secretarias contribuem para a consolidação do ecossistema de dados necessários para diagnósticos individualizados e definição de fluxos de atendimento compatíveis com o desenho técnico em elaboração”, afirma Lucas Camilo. (Texto: Loren Milhomem/ Escola Judicial - Ejug)