
Representantes do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) reuniram-se com autoridades públicas para articular e aprimorar fluxos operacionais nos estádios de Goiânia. Na ocasião, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil, Polícia Militar e clubes esportivos participaram para requalificar o atendimento ao cidadão, permitindo respostas mais rápidas, coordenadas e eficazes em questões ligadas a eventos esportivos.
A reunião foi realizada no último dia 19 de novembro e conduzida pelo juiz auxiliar da Presidência, Reinaldo Dutra; pela diretora do Foro da Comarca de Goiânia, juíza Patricia Bretas; e pelo coordenador Estadual do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos, juiz Tiago Cruvinel Santos. Os estádios visitados foram Antônio Accioly, Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) e Hailé Pinheiro (Serrinha).
Na abertura da reunião, o juiz Reinaldo Dutra ressaltou que a Presidência do TJGO permanece integralmente comprometida com o fortalecimento da atuação do Juizado do Torcedor. “É essencial garantir previsibilidade, eficiência e proteção aos torcedores”. O Magistrado reforçou ainda a necessidade de adoção de identidade visual do Poder Judiciário totalmente neutra e padronizada em todos os espaços nos dias de jogos para assegurar a imparcialidade do Judiciário em ambiente marcado por rivalidade esportiva. “É requisito indispensável essa neutralidade visual e a articulação entre Judiciário, clubes e forças de segurança”, disse.

Complementou ainda que em janeiro de 2026 será assinado, pela Presidência do TJGO, o Protocolo de Intenções que tem como finalidade aprimorar e intensificar ações de prevenção e combate à violência nos estádios, fortalecendo a atuação e a articulação conjunta das instituições envolvidas e assegurando maior previsibilidade às forças de segurança.

Garantia de ordem pública e atendimento imediato ao torcedor
A magistrada Patricia Bretas destacou o papel histórico do Juizado do Torcedor como instrumento de prevenção de conflitos, garantia da ordem pública e atendimento imediato ao jurisdicionado nos dias de jogo. “A consolidação desse trabalho exige ambientes institucionalmente neutros, livres de cores, símbolos ou referências a clubes esportivos, em estrita conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”, enfatizou. Ele reforçou ainda a neutralidade como condição para resguardar a imparcialidade do Judiciário e assegurar um ambiente seguro, isonômico e respeitoso para todos os torcedores.
O Juiz Tiago Cruvinel Santos apresentou o planejamento para 2026 e as dinâmicas voltadas às ações judiciais ligadas ao torcedor em Goiás. “O Juizado do Torcedor se consolidará como instrumento essencial de prevenção, fiscalização e resposta imediata às ocorrências registradas nos eventos esportivos”. Completou também dizendo que a presença física do Judiciário nos estádios produz efeito pedagógico direto, inibindo práticas de violência, atos de racismo, condutas discriminatórias e demais comportamentos que colocam em risco a integridade dos torcedores. “Essa atuação estruturada qualifica o atendimento ao cidadão, assegura maior previsibilidade às forças de segurança e fortalece essa articulação interinstitucional”, concluiu.

Instituições parceiras
O promotor de Justiça, Diego Henrique Siqueira Ferreira, representante do Ministério Público, destacou o papel do Grupo de Estudos sobre Futebol e Torcidas (GEFUT) e o valor da atuação conjunta no enfrentamento à violência nos eventos esportivos. O defensor público Allan Montoni Joos ressaltou a necessidade de melhoria das estruturas para assegurar o pleno exercício da defesa durante as partidas. Já as equipes do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (BEPE) e da Polícia Civil reforçaram o compromisso com a atuação integrada e a disposição para aprimorar fluxos operacionais.
Também estiveram presentes na reunião interinstitucional a escrivã Flávia Christiane Cardoso, da Polícia Civil, representando o delegado-geral, André Gustavo Corteze Ganga; e pela Polícia Militar, o tenente-coronel Alex de Siqueira, o tenente Marcelo Arana, o 3º Sargento Márcio Barbosa de Moura e o 3º Sargento Victor Estulano Alves. Pela Federação Goiana de Futebol, Leonídio José dos Anjos; e os dirigentes dos clubes Atlético Goianiense, Marlla Parreira, Érika Curado e Filipe Oliveira; do Vila Nova Futebol Clube, Leandro Bittar, Hugo Jorge de Carvalho, Leandro Bittar Fróes, Vinícius de Oliveira Marinari e Aline Alves; e do Goiás Esporte Clube, Gabriel Alves, além de servidores da Presidência, da diretoria do Foro e da Comunicação Social do TJGO.

(Texto: Karineia Cruz – Centro de Comunicação Social do TJGO)