
A Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), presidida pela juíza Priscila Lopes da Silveira, realizou na manhã desta quarta-feira (11) a primeira reunião de 2026 para definir o planejamento estratégico do ano, a organização de grupos de trabalho temáticos e o calendário de atividades da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (Copai), consoante aos indicadores e critérios previstos na Resolução Nº 401/2021. O encontro foi transmitido pela plataforma Zoom e reuniu integrantes da comissão e representantes de setores do Judiciário goiano.
Na abertura, a presidente destacou que as ações de 2026 terão como prioridade a ampliação do acesso de pessoas com deficiência aos serviços do Poder Judiciário. Segundo a magistrada, a criação de grupos temáticos permanentes permitirá estruturar uma rede de atuação contínua, garantindo planejamento antecipado, maior alcance das divulgações e fortalecimento das políticas institucionais de inclusão.
A magistrada também ressaltou a importância de os integrantes atuarem em áreas com as quais possuam maior afinidade, o que, segundo ela, contribui para o desenvolvimento de projetos mais consistentes. Durante a reunião, foi apresentado o calendário preliminar de atividades, que terá como primeiro evento a posse da nova diretoria do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), gestão 2026/2027, a ser realizada na Escola Judicial do TJGO (Ejug), localizado na sede do Tribunal, no Setor Oeste, em Goiânia.

Cultura institucional
A juíza Priscila Lopes da Silveira enfatizou ainda a necessidade de ampliar iniciativas voltadas à acessibilidade comunicacional, visando alcançar magistradas, magistrados, servidoras e servidores e a administração do tribunal. Entre as estratégias discutidas está a realização de cursos e oficinas ao longo de todo o ano, em parceria com a Ejug, para fortalecer a cultura institucional de inclusão.
Os integrantes sugeriram a estruturação das ações da comissão com base em indicadores e eixos estratégicos de acessibilidade. A proposta prevê o desenvolvimento de métricas para monitorar o índice de capacitação de servidores com deficiência e o alcance das ações formativas. Ainda, na ocasião, também foi defendida a organização dos grupos a partir das dimensões da acessibilidade como atitudinal, arquitetônica, comunicacional, metodológica, instrumental, programática e natural, consideradas essenciais para a eliminação de barreiras e promoção da inclusão.

Durante as discussões, o Juiz substituto em segundo grau, Clauber Costa Abreu, manifestou interesse em integrar o grupo de acessibilidade metodológica e sugeriu o mapeamento de dados institucionais por meio de questionários. Para ele, a iniciativa prevê a avaliação das condições de acessibilidade dos prédios do Judiciário, visando identificar necessidades de adequação e orientar futuras obras.
Encontro interinstitucional
Outro ponto discutido foi a realização de um encontro interinstitucional com comissões de acessibilidade de outros órgãos estaduais, como Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa, já que a proposta busca promover intercâmbio de experiências, compartilhamento de boas práticas e construção de ações conjuntas a serem apresentadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Presidência do TJGO.
Curso audiodescrição
A presidente da Comissão de Acessibilidade, também sugeriu a realização de curso de audiodescrição para ampliar a acessibilidade em eventos, sessões e solenidades institucionais, tornando a comunicação mais inclusiva. Ao final da reunião, a juíza reforçou a importância de acompanhamento contínuo dos indicadores e da promoção de capacitações. Segundo ela, a consolidação dessas ações facilitará a apresentação de resultados ao CNJ e à Copai, fortalecendo a política de acessibilidade do Judiciário goiano. (Texto e imagens: Acaray Martins - Diretoria de Comunicação Social do TJGO)