
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) firmou parceria com o Instituto Por Elas, voltado para apoiar meninas e mulheres em diversas áreas, como educação, empreendedorismo, empoderamento e promoção da equidade de gênero. Por meio da cooperação, foram fornecidas 500 doleiras sustentáveis, distribuídas gratuitamente durante a ação institucional de proteção às mulheres do Bloco “Nem Vem”, realizada na última sexta-feira (6), pelas ruas da capital.
A cooperação integra a Política de Sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário, especialmente no eixo de Sensibilização em Sustentabilidade. A iniciativa está alinhada às diretrizes de sustentabilidade ambiental, social e institucional adotadas pelo Judiciário, reforçando o compromisso com práticas responsáveis e de impacto positivo para a sociedade.
As doleiras sustentáveis, confeccionadas com jeans de reuso, são produzidas por meio de convênio firmado pelo Instituto Por Elas com a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) Feminina da Unidade de Belo Horizonte (MG). A iniciativa contribui para a geração de renda, a inclusão produtiva e a reinserção social de mulheres, em consonância com os princípios da sustentabilidade ambiental, da responsabilidade social e da economia circular.

Justiça sensível e responsável
O presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, ressalta que a parceria com o Instituto Por Elas representa o compromisso do Poder Judiciário goiano com uma atuação que vai além da função jurisdicional. “Ao unirmos a proteção às mulheres, a promoção da equidade de gênero e a sustentabilidade, reforçamos nosso papel social e institucional. A distribuição das doleiras sustentáveis simboliza uma Justiça sensível, responsável e alinhada às diretrizes ambientais, sociais e humanas que orientam o Poder Judiciário. Iniciativas como esta geram impacto positivo real na vida das pessoas e na construção de uma sociedade mais justa e sustentável”.
O Juiz auxiliar da Presidência, Gustavo Assis Garcia - responsável pela pasta de sustentabilidade -, reforça que o projeto une responsabilidade social e compromisso ambiental. “Celebramos esse termo de cooperação que resultou na entrega de 500 doleiras, confeccionadas com material têxtil que seria descartado por confecções de jeans, ou seja, um material que iria para o lixo e que foi totalmente reaproveitado. Esse caráter sustentável foi decisivo para nós, porque demonstra que é possível gerar impacto positivo também do ponto de vista ambiental. Além disso, as peças foram produzidas por reeducandas do sistema APAC, um modelo humanizado de cumprimento de pena em Minas Gerais, o que agrega ainda mais valor à iniciativa, ao promover qualificação, trabalho e preparação para a reinserção social”, pontua.
Para a presidente do Instituto Por Elas, Rizzia Froes, a cooperação com o TJGO, durante a ação do Bloco Nem Vem, mostra que o Carnaval também pode ser espaço de transformação e esperança. “As doleiras sustentáveis, produzidas a partir de descarte têxtil por mulheres em situação de vulnerabilidade, incluindo reeducandas, representam oportunidade, geração de renda e fortalecimento da ressocialização por meio do trabalho digno. É uma ação que une alegria, sustentabilidade e proteção às mulheres, provando que é possível celebrar com responsabilidade, cuidado e impacto social positivo. Estamos muito felizes em começarmos com esse projeto tão importante em Goiás”. (

(Texto: Karinthia Wanderley / Fotos: Acaray Martins e Agno Santos - Diretoria de Comunicação Social do TJGO)