
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), realizou nesta segunda-feira (2), no auditório desembargador José Lenar de Melo Bandeira, em Goiânia, uma nova Oficina de Parentalidade. É a segunda edição promovida em 2026, reunindo ex-casais, responsáveis pelos filhos e filhas, bem como profissionais que lidam diretamente com processos de divórcio familiar. A ação ocorreu de forma presencial e virtual, alcançando 54 participantes, e teve parceria com a Associação de Terapia Familiar de Goiás (Atfago).
De forma dinâmica, interativa e com ilustrações, a oficina trabalha casos e soluções para diversas questões familiares e busca estimular a vivência mais saudável nas relações de coparentalidade. O objetivo também é promover a sensibilização e a responsabilidade compartilhada entre pais e mães durante e após o divórcio. A oficina é uma iniciativa fomentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Crescimento na participação
“A cada oficina percebemos um número maior de participações, em especial dos pais. Em outras ocasiões, as mães eram mais presentes e podemos ver essa amplitude que melhora a qualidade na relação de pais e mães com os filhos e as filhas. É o acolhimento que orientamos diante de uma separação onde se vive algum tipo de conflito de forma prolongada”, explicou a facilitadora e psicóloga da Atfago, Eliane Pelles Machado Amorim.

As indicações para participação são feitas por escolas, juízes e advogados. “As escolas têm sido aliadas para trazê-los a esse campo, que possibilita ferramentas para compreender cada vez mais os conflitos que os ex-casais vivem quando se separam. E é preciso ter um olhar mais focado nos filhos para que eles não sejam prejudicados pela separação dos casais”, complementou a psicóloga, ao dizer que a dinâmica ocorre por meio de vídeos, palestras e permite a participação online e presencial.
“A modalidade virtual e a presencial possibilitam que pessoas de Goiânia e de outros locais possam participar de forma confortável, em especial, os ex-casais, além de ser um espaço aberto também para advogados, psicólogos, pedagogos e assistentes sociais, que podem assistir, aprimorar-se e receber seus certificados”, ressaltou.

Maturidade para seguir
Pai e participante da oficina, João Gabriel Ferreira disse que é a primeira vez que participa do curso e que a ferramenta o ajudará a lidar, com maturidade e de forma mais sensata, com o processo de divórcio. “Estou lidando com um processo de regulamentação de visita e aprendi coisas que estão me fazendo refletir em algo que, de fato, precisava melhorar. Casamento e divórcio precisam ser conduzidos com maturidade”.
Já Gabriel Vinícius Pinheiro Vaz, que também é pai, destacou que o curso mostra, de várias maneiras, dificuldades que existem após o término de uma relação e soluções que podem ser aplicadas. “É uma ferramenta que mostra soluções mais pacíficas sobre como devemos agir, sempre colocando a criança em primeiro lugar, deixando qualquer diferença de lado”, disse, ao enfatizar que a maior motivação para estar no curso foi ter a possibilidade de proporcionar o melhor para o filho de dois anos.
Próximas edições
Os interessados em participar dos próximos encontros ou em obter mais informações podem entrar em contato por meio do telefone (62) 3018-6738 ou pelos e-mails: mov.conciliacao@TJGO.jus.br /