
A exposição individual “A alma da mulher na pintura de Abadia”, da artista plástica Abadia Gonçalves, foi aberta oficialmente na última segunda-feira (2), durante solenidade realizada na Sala de Exposições desembargador Camargo Neto, no térreo do Palácio Clenon de Barros Loyola, sede do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). Até o dia 30 de março, o público poderá visitar o espaço e conferir 42 telas na mostra que abre o calendário de eventos culturais do ano de 2026 da Comissão de Memória e Cultura do TJGO, e que neste mês presta também homenagem às mulheres.
A abertura da exposição foi feita pelo presidente da Comissão de Memória e Cultura do Tribunal, desembargador Itaney Campos. Também participaram da solenidade o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, e o desembargador William Costa Melo, além de juízas, juízes, servidoras, servidores, artistas plásticos e representantes de entidades culturais de Goiânia e do interior.

Sobre Abadia Gonçalves, que tem se revelado na arte naif produzida em Goiás, o desembargador Itaney Campos, em seu discurso, a apresentou como “uma professora aposentada, discreta e simples como uma flor do campo; dedicada e produtiva como uma religiosa; uma pintora autodidata, espontânea e autêntica, com uma produção que alcança mais de uma centena de telas”.
Itaney Campos ainda ressaltou “que suas telas dialogaram com o povo e chamaram a atenção de artistas conceituados na capital”. O desembargador afirmou que o TJGO agradece a contribuição dos artistas goianos, “que fazem, desse espaço, um espaço de arte”.
Conforme o artista plástico e crítico Nonatto Coelho, “cada quadro que vejo da Maria Abadia Gonçalves, percebo sua valorosa intuição de natureza naif, em que os temas variam, as emoções são abundantes, em cores contrastantes ou harmônicas. O desafio para essa senhora mística dos pincéis, talvez será se manter pura, diante de um mundo cada vez mais invasivo e sofismático”.

“Arte leva alegria e paz às pessoas”
Professora aposentada, Abadia Gonçalves começou nas artes plásticas, segundo ela, como uma forma de superar a dor da ausência de seu marido que havia falecido. Ao agradecer a oportunidade de expor suas telas na sede do Judiciário goiano, ela parabenizou o Tribunal de Justiça em acolher a arte produzida em Goiás. “A arte traz consigo o poder de levar alegria e paz às pessoas, cria um ambiente de amizade, ela descontrai, leva a pessoa a refletir”, afirmou.

A solenidade da abertura da exposição individual também teve apresentações musicais do grupo “Foliões de Santos Reis” e do “Coral Sertanejo Anézio Trindade”.

(Texto: Bruno Rocha / Fotos: Wagner Soares – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)