
A Diretoria do Foro da Comarca de Goiânia realizou, na última segunda-feira (9), no Fórum Cível da capital, a abertura oficial das atividades da 32ª Semana da Justiça pela Paz em Casa a serem realizadas na cidade. A solenidade foi aberta pela diretora do foro, juíza Patricia Bretas, com a presença das juízas que atuam nos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Goiânia, Hanna Lídia Rodrigues Paz Cândido, Simone Pedra Reis, Mônice de Souza Balian Zaccariotti e Simone Monteiro, esta última em substituição à juíza Aline Freitas da Silva, além de suas equipes de servidores.
A expectativa da juíza Patricia Bretas é de que os mutirões de Julgamento previstos para a semana reforcem ainda mais a percepção, pela sociedade, de que casos de violência doméstica e familiar contra a mulher não ficam impunes e, além disso, são tratados pelo Poder Judiciário goiano com agilidade.

“Todo mundo já ouviu alguém falar que, no Brasil, o homem faz de tudo para não deixar de pagar pensão alimentícia. Ele se endivida, ele se vira, mas paga, por quê? Porque sabe que se não pagar vai ser preso, e rápido. Minha esperança é de que estejamos caminhando para essa mesma condição, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Que os homens percebam que, se agredirem suas companheiras, rapidamente estarão presos ou, no mínimo, cumprindo medida protetiva, o que certamente os fará pensarem duas vezes antes de cometer esses atos”, afirmou a diretora do Foro da capital.
Até a próxima sexta-feira (13) estão previstas 245 audiências para julgamento de processos dos quatro Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Goiânia. Para viabilizar a realização de todas elas, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Leandro Crispim, por meio do Decreto Judiciário nº 949/2026, designou seis juízas e três juízes para somarem esforços com as titulares dos juizados. Também participarão dos mutirões 19 promotores de justiça e 13 defensores públicos.

Além das titulares dos juizados atuarão, portanto, durante a Semana pela Paz em Casa em Goiânia, as juízas e juízes Júlia Vianna Correira da Silva, Mariana Belisário Schettino Abreu, Erika Barbosa Gomes Cavalcante, Mônica Miranda Gomes de Oliveira Estrela, Simone Monteiro, Thayane de Oliveira Albuquerque, Diéssica Taís Silva, Francisco Gonçalves Saboia Neto, Cláudio Roberto Costa dos Santos e Renato Bueno Camargo.

Banco Vermelho
Ao final da abertura dos mutirões, as magistradas e servidores fizeram um registro fotográfico no chamado “Banco Vermelho”, que é um símbolo internacional de combate ao feminicídio e à violência de gênero, instalado em espaços públicos de vários países para alertar a sociedade sobre a gravidade da violência de gênero, honrar vítimas de feminicídio e incentivar a denúncia.

Contendo os dizeres “o amor não controla, não humilha, não agride. Sentar e refletir, levantar e agir”, o banco tem a cor vermelha para representar o sangue derramado pelas vítimas de feminicídio. No Brasil, o projeto é impulsionado pelo Instituto Banco Vermelho, oficializado pela Lei 14.942/2024, e está presente em mais de 16 estados, com mais de 200 bancos em locais de grande circulação, incluindo universidades, tribunais e praças.
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(Texto: Patrícia Papini / Fotos: Wagner Soares – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)