
A coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, desembargadora Alice Teles de Oliveira, e a diretora do Foro da Comarca de Santa Helena de Goiás, juíza Thalene Brandão Flauzino de Oliveira, representaram o TJGO, na última terça-feira (14), na solenidade de institucionalização da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Santa Helena de Goiás, realizada no Auditório da Câmara de Vereadores daquela cidade.

A convite da Câmara Municipal local, coube à desembargadora Alice Teles a palestra magna de abertura da cerimônia. “Procurei destacar que a violência contra a mulher não se limita à agressão física. Ela também se manifesta de forma psicológica, moral, patrimonial e sexual, e todas essas formas precisam ser reconhecidas e combatidas com firmeza. Apresentei também alguns dados e estatísticas do TJGO, que nos ajudam a compreender a dimensão do problema e a importância de uma atuação contínua e articulada para seu combate”, pontuou.
Ela afirmou ter ficado “admirada” com a rede de proteção do município, que, em sua análise, demonstra organização, comprometimento e sensibilidade no acolhimento às mulheres. “Faço um reconhecimento especial ao trabalho da magistrada Thalene, que tem conduzido essa atuação com muita responsabilidade e dedicação. É esse tipo de iniciativa integrada que fortalece o enfrentamento à violência e faz a diferença na vida das mulheres”, frisou.
Por sua vez, a juíza Thalene Brandão falou sobre a relevância da temática abordada no evento, que reuniu instituições diversas e a comunidade local, e destacou as reflexões qualificadas provocadas pelo Alice Teles acerca da aplicação da Lei Maria da Penha, dos desafios enfrentados no cotidiano forense nesse tema e da importância da atuação integrada da rede de proteção.
“A iniciativa reforça o compromisso institucional com a prevenção da violência contra a mulher, com a conscientização da sociedade e o fortalecimento das políticas públicas no âmbito local, além de aproximar o sistema de justiça da população, promovendo o acesso à informação e incentivando a denúncia e o acolhimento das vítimas”, reforçou.

(Texto: Patrícia Papini – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)