
A juíza Hanna Lidia, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar de Goiânia e membro da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), participou nesta quarta-feira (6), no Paço Municipal de Goiânia, do Ato Público de Oficialização da Rede de Atenção, Proteção e Defesa às Pessoas em Situação de Violência. Na ocasião, foi apresentado o Comitê Intrasetorial de Qualificação das Informações sobre Mortalidade Feminina por Causas Externas, isto é, feminicídio.
A rede consistirá na articulação de todos os serviços de ação governamental necessários para proteção de vulneráveis e envolverá a atuação de instituições das áreas de saúde, assistência social, educação, direitos humanos, Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), delegacias, polícias civil e militar, além do Poder Judiciário, dentre outras.
Hanna Lídia acredita que o primeiro fluxograma implantado tende a ser voltado à rede de proteção à mulher, em razão da atual situação de violência enfrentada por elas em todo o País, muitas das quais resultando em feminicídio. “A situação está notoriamente grave e por isso penso que haverá essa priorização. E a articulação terá de ser muito grande porque, na maioria desses casos, essas vítimas precisam de múltiplos serviços, para além das medidas de proteção. Em minha rotina de trabalho, vejo claramente que essas mulheres ficam com a saúde mental afetada, então precisam de terapia; necessitam também de assistência social, porque a dependência econômica geralmente é o que as mantém no ciclo da violência, costumam voltar para os ex-companheiros para garantir seu sustento e o de seus filhos; elas também precisam de creche ou escola para suas crianças e por aí vai. Então essa iniciativa é fundamental, muito importante e envolverá um grande volume de trabalho e instituições”, observa a juíza.
Também para ela, os fluxogramas devem ser elaborados de forma individualizada para cada caso. “Mulheres vulneráveis necessitam de um tipo específico de atendimento; ao passo que crianças vulneráveis, de outro. Então, as atividades e serviços são diferentes”, analisa.
O evento, que contou com a presença do prefeito Sandro Mabel, entre outras autoridades, foi promovido pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. (Texto: Patrícia Papini/Fotos: Divulgação – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)