
Professores da rede municipal de ensino de Itaberaí participaram na última sexta-feira, 31 de julho, de uma capacitação voltada para a preparação de educadores para lidar com estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ambiente escolar. O encontro foi realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), por meio da Comarca de Itaberaí, e ocorreu no auditório da subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A capacitação teve a participação do fundador da escola Inclusão Jiu-Jitsu, Thiago Ferreira, que ministrou palestra com o tema ‘Como agir diante de crises de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em sala de aula?’. Pela manhã, foi registrada a presença de mais de 200 participantes, entre professores, coordenadores, gestores e monitores de escolas. À tarde, outra turma recebeu o mesmo treinamento.
Para o diretor do Foro da Comarca de Itaberaí, juiz Pedro Henrique Guarda Dias, o que mais chamou a atenção durante o evento foi o engajamento dos profissionais, que demonstraram claramente o quanto esse tema é necessário e relevante para que estejam cada vez mais preparados para lidar com situações de crise envolvendo estudantes com TEA.
“As experiências trazidas pelos participantes a partir do cotidiano escolar foram muito pertinentes e enriqueceram bastante o debate. E, o palestrante conseguiu responder de forma muito eficaz aos questionamentos e apresentar sugestões de melhoria”, relatou.
Ainda de acordo com o magistrado, os profissionais da rede de ensino que passaram pela capacitação solicitaram novas palestras sobre o mesmo tema, sugerindo que sejam voltadas ao Conselho Tutelar e aos pais, e também e reforçaram a importância da integração entre escola, família e instituições como o Ministério Público, o Poder Judiciário e o Conselho Tutelar. “Podemos concluir que a iniciativa cumpriu plenamente o objetivo e sua replicação em outras comarcas é altamente recomendável”, frisou Pedro Henrique.

Oportunidades, vínculo e particularidades
Na capacitação, Thiago Costa Ferreira abordou estratégias de intervenção em crises de crianças e adolescentes autistas, destacando a importância de que os educadores compreendam que determinados comportamentos apresentados por eles devem ser interpretados como uma forma de comunicação. Nesse sentido, frisou que os momentos de crise representam uma oportunidade para se estabelecer vínculos de confiança e desenvolver novas formas de interação.
Ele também ressaltou a necessidade de os educadores se atentarem para as peculiaridades no comportamento de cada estudante autista, uma vez que elas são muito particulares e diferem de um para outro aluno. Salientou ainda que atitudes baseadas em acolhimento e compreensão podem transformar o ambiente escolar em um espaço mais inclusivo e preparado para a diversidade.
(Texto: Patrícia Papini – Diretoria de Comunicação Social do TJGO)